De acordo com o Dicionário de Política de Noberto Bobbio, representatividade é o termo usado para se referir aos interesses de um determinado grupo que é representado por alguém.
A pessoa que fala em nome desse grupo, o faz considerando todas as demandas das pessoas que o compõem. Com isso, “representatividade” é um conceito que possui um sentido ideológico e político.
A representatividade visa construir a identidade dos grupos e dos sujeitos que os integram, considerando todas as suas subjetividades.
Isso significa que esse termo não se refere apenas a organização dessas pessoas que desejam que seus interesses sejam vistos e considerados. Ele busca, sobretudo, identificar quem é o sujeito que compõe o grupo.
Quando uma mulher negra ascende na carreira jornalística como âncora de um dos principais jornais do país, permite-se criar a ideia de que outras mulheres negras também têm a capacidade de chegar lá.
É notável a importância da representatividade, principalmente quando associada às crianças negras, que anseiam por serem retratadas na TV, nos brinquedos e nos livros didáticos e literários de forma digna e satisfatória.
Por isso, selecionamos alguns livros sobre representatividade negra para crianças. Vamos conferir?
Representatividade negra na literatura infantil
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Amoras, de Emicida

Amoras é o primeiro livro infantil escrito por Emicida. Nele, o autor evidencia a importância de nos orgulharmos de quem somos e de dar valor aos pequenos detalhes do mundo.
Um Lençol de Infinitos Fios, de Susana Ventura

Um Lençol de Infinitos Fios é um livro que narra histórias de adolescentes que vivem realidades diferentes, em países distintos. No entanto, todos possuem características em comum.
Flora, de Bartolomeu Campos de Queirós

Flora é um livro que conta a história de uma garota chamada Flora que observa cuidadosamente o ciclo da vida. O leitor é convidado a refletir sobre as coisas mais simples.
Meu Pai Vai Me Buscar Na Escola, de Junião

Meu Pai Vai Me Buscar Na Escola narra a história sobre o caminho percorrido, pelo pai e o filho, da escola para casa. Todos os dias, o retorno deles se transforma em uma aventura com novas descobertas de ruas, pessoas e criaturas.
Betina, de Nilma Lino Gomes

Betina é um livro que conta a história de uma menina que adora o penteado que a avó faz em seus cabelos. As tranças feitas pela matriarca são vistas pela garota como obras de arte.
Nó na Garganta, de Mirna Pinsky

Nó na Garganta narra a história de Tânia, uma menina que se muda com os pais para a cidade grande em busca de melhores condições de vida.
Na nova cidade, Tânia sofre racismo e se esforça para combatê-lo, mostrando sua verdadeira essência.
Flávia e o Bolo de Chocolate, de Miriam Leitão

Flávia e o Bolo de Chocolate é um livro que narra os questionamentos de Flávia, uma menina negra que estranha a diferença entre o seu tom de pele e o da sua mãe, que é branca.
Uma História Mais ou Menos Parecida, de Márcia Paschoallin

Uma História Mais ou Menos Parecida é uma releitura da clássica história da Branca de Neve. Nesta versão, que preza pela valorização da cultura afro-brasileira, a princesa é uma garota negra.
O Mundo Começa na Cabeça, de Prisca Agustoni

O Mundo Começa na Cabeça aborda a importância da arte de trançar os cabelos ou de fazer penteados de forma lúdica e poética.
Meu Crespo é de Rainha, de Bell Hooks

Meu Crespo é de Rainha é um livro que celebra a beleza dos cabelos crespos. Ele apresenta diferentes penteados e cortes de cabelos crespos de forma elogiosa.
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