A quarentena pode ser um período inquietante de isolamento social, tédio, ausência de contatos presenciais e impossibilidade de realizar atividades cotidianas ao ar livre.
Esta não é a primeira quarentena que o planeta vivencia. Nos tempos em que a medicina não era desenvolvida como atualmente, o mundo enfrentou outras pandemias e endemias, sem muitas esperanças para a população.
Contudo, algumas pessoas utilizam esse período como oportunidade para desenvolver suas habilidades pessoais, fazer reflexões e se expressarem por meio da arte, criando peças histórias e geniais.
Conheça e admire 5 personalidades históricas que fizeram grandes obras durante a quarentena.
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Isaac Newton (1643–1727)

Isaac Newton foi um dos maiores gênios da humanidade e foi responsável por estudos e descobertas essenciais para o desenvolvimento da astronomia, física e matemática.
A Europa sofreu com diversas ocorrências de uma doença chamada de peste bubônica ou peste negra.
Em 1665, a epidemia atingiu Londres, onde Newton estudava na Universidade de Cambridge. A cidade foi arruinada pela peste, matando cerca de ¼ da população da cidade, aproximadamente 100 mil pessoas.
A doença era transmitida pelas pulgas dos ratos-pretos contaminados com bactéria Yersinia pestis.
Nessa época os hábitos de higiene não eram levados com seriedade, o que favorecia a aglomeração de ratos e, consequentemente, de pulgas, possibilitando facilidade de propagação da doença.
Diante do cenário da pandemia, Newton foi para sua casa e se isolou com sua família. Ele seguiu com seus estudos e experimentos em casa.
Com isso, prosseguiu com seus estudos, concluindo teorias de matemática e experimentos com prisma e iluminação.
As postulações e descobertas dessa época foram essenciais para suas primeiras teorias de ótica.
William Shakespeare (1564–1616)

William Shakespeare, gênio da dramaturgia, viveu o período em que a peste bubônica dizimou parte da população da Europa no século XVII. A medicina não era avançada e, assim, não apresentava soluções para a população.
Por isso, as pessoas se isolavam completamente para possibilitar um momento mais seguro. Além disso, a cidade toda entrava em quarentena com estabelecimentos fechados, como teatros.
Nesse período, assolado pela peste, Shakespeare escreveu obras como Rei Lear e Macbeth, que se tornariam públicas após o fim da pandemia. Essas obras se tornaram muito famosas e admiradas no mundo.
Giovanni Boccaccio (1313–1375)

Giovanni Boccaccio foi um grande poeta italiano que viveu entre os anos de 1313 e 1375. A grande epidemia que assolou vidas nesse tempo foi a peste bubônica.
O município italiano de Florença, foi atingido pela peste em 1348, que matou cerca de ⅓ da população europeia.
Muitas pessoas procuravam se deslocar para vilas menores e casas de campo para se isolarem das grandes cidades, onde a peste ceifava muitas vidas.
Foi nesse período que Boccaccio escreveu uma de suas grandes obras, o livro Decamerão. A obra é um compilado de contos sobre jovens que saem em busca de um local seguro para escapar da doença, como uma casa de campo.
Assim, este livro, além de apresentar ótimas construção, é também importante por retratar a realidade que vivia a Europa naquele momento.
Edvard Munch (1863–1944)

Edvard Munch, nascido na Noruega, foi um dos pintores mais importantes de vanguardas europeias. Munch foi o precursor do impressionismo e expressionismo alemão, ficando muito conhecido por sua obra O Grito.
A pandemia que assolou o tempo em que esse grande artista viveu foi a gripe espanhola, que desencadeou um surto de 1918.
Essa doença é causada pelo vírus Influenza, e dados apontam que de janeiro de 1918 a dezembro de 1920, mais de 500 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus, proporcional a ¼ da população mundial da época.
Munch foi uma das vítimas atingidas pela doença, mas se recuperou e sobreviveu a infecção.
Sua obra Autorretrato com a Gripe Espanhola foi seu próprio retrato, com a pele em um tom amarelado, rodeado com cobertores e cabelos grisalhos.
Essa imagem é relacionada com o momento em que o pintor se encontrava enfermo com a doença.
Frida Kahlo (1907–1954)

Apesar de Frida Kahlo não ter vivido momentos de isolamento social causados por pandemias, sua quarentena é referente ao longo período de recuperação da artista após o grave acidente entre um ônibus, em que ela estava, com um carro, em 1925.
Frida ficou gravemente ferida, com muitas fraturas e machucados. Ela produziu grandes obras nesse longo período que teve de ficar na cama, apaixonando-se pela pintura.
Um dos seus quadros mais admirados é a obra A Coluna Partida, autorretrato feito com a ajuda de um espelho.
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