Abolicionismo

O objetivo do Movimento Abolicionista (XIX) era acabar com a escravidão. Foi um ideal que reuniu diversas pessoas de segmentos diferentes em prol de uma mesma questão: a liberdade dos escravos.

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O que foi o movimento abolicionista no Brasil? O Abolicionismo foi um movimento que surgiu no final do século XVIII, com o objetivo de acabar com a escravidão.

No Brasil, o movimento surge na segunda metade do século XIX, com o mesmo intuito de pôr fim ao sistema escravocrata.

Foi um ideal que reuniu pessoas de diferente classes sociais, assim como os escravos. Cada parcela lutava e resistia a sua maneira.

Abolicionismo no Brasil

A aprovação da Lei Áurea foi o resultado do crescimento que o movimento abolicionista teve na segunda metade do século XIX.

O movimento abolicionista no Brasil foi um efeito da década de 1870. Envolveu diversos setores da sociedade, tanto contrários ao movimento quanto a favor.Antes dessa década, existiram apenas tentativas de emancipação, que extinguiria gradualmente a mão de obra escrava. Contudo, o que os abolicionistas almejavam era a abolição completa da escravidão.

Várias associações abolicionistas surgiram no país. O debate sobre esse tema chegou ao patamar político, apesar da forte resistência. Essas associações buscavam debater estratégias com a intenção de alcançar o seu objetivo, além de atuarem publicamente visando atrais pessoas para a luta.

Entre a década de 1870 e 1880, surgiram quase 230 organizações abolicionistas. Elas organizavam reuniões, distribuíam panfletos, faziam comícios nas ruas, além de ajudarem na fuga de escravos.

Alguns setores que contribuíram com o movimento

  • Direito: Alguns advogados defendiam os escravos, suas condições de trabalho e seus registros. Defendiam os escravos nos tribunais.
  • Jornalismo: Vários jornais davam espaço para artigos que maldiziam a escravidão, pregando a liberdade dos escravos, além de produzirem e distribuírem panfletos.

Essas ações eram tidas como “legais”. As “ilegais” consistiam em estimular a fuga de escravos, ajudando nas rotas e dando abrigos para os mesmos. No quesito de “ilegalidade”, abarcava os “sequestros” de escravos.

Os grupos se organizavam, quando passava algum veículo transportando escravos, eles os enfrentava, sequestravam os escravos e os libertavam em seguida.

Outros abolicionistas defendiam uma revolta armada.

A Confederação Abolicionista, foi a associação abolicionista mais expressiva, tendo influência nacional. Foi criada em 1883 por José do Patrocínio e André Rebouças. Defendiam uma abolição sem indenização aos senhores de escravos.

Dos países da América Latina, o último a abolir a escravidão foi o Brasil. Os motivos costumam ser relacionados ao fato de o país, naquela época, ter como principal fonte econômica a agricultura e a pecuária. Isso fazia com que o poder econômico se concentrasse nas mãos de pequenos grupos, que se apoiavam nos escravos como principal forma de mão de obra.

Movimentos Populares

O país viveu vários momentos de levantes populares com caráter abolicionista. Um deles foi a Conjuração Baiana (1798), com caráter popular. Defendiam principalmente a proclamação da República da Bahia, fim do trabalho escravo e implantação do livre comércio.

Foi um movimento formado principalmente por negros e profissionais liberais, como alfaiates, sapateiros.

Outro levante, foi a Revolta dos Malês, ocorrida em 1835, também na Bahia. Foi organizado por escravos de origem islâmica que buscavam liberdade religiosa, além da liberdade civil.

Os Abolicionistas

Os abolicionistas eram pessoas vindas de diversas classes sociais. Incluindo religiosos, intelectuais, republicanos, elite, entre outros, que atuavam de maneira incansável contra a escravidão.

Algumas das personalidades brasileiras que lutaram a favor da abolição dos escravos, foram:

  • Joaquim Nabuco: Fundador da Academia Brasileira de Letras e um dos articuladores do pensamento antiescravista. Foi o principal representante parlamentar abolicionista.
  • José do Patrocínio: Filho de escrava e de um padre, junto com Nabuco, fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, em 1880. Além de ter contribuído para a campanha pelo fim da escravidão.
  • André Rebouças: Era um homem negro. Foi engenheiro, inventor e abolicionista.
  • Luís Gama: Poeta, advogado, jornalista. Era filho da africana livre Luiza Mahin, uma das principais figuras da Revolta dos Malês. Foi considerado o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil.
  • Castro Alves: Era poeta e expressava a sua indignação com os problemas sociais, principalmente com a escravidão, através dos seus poemas. Era considerado o “poeta dos escravos”.

Além dos citados, temos Rui Barbosa, Aristides Lobo, João Clapp. Essas foram algumas das várias personalidades que lutaram ativamente contra a escravidão no Brasil.

Leis Abolicionistas

A Abolição no Brasil ocorreu gradualmente – a elite econômica e política atrasaram o máximo que puderam – por meio de leis que foram favorecendo os escravos:

  • Lei Eusébio de Queirós: Promulgada em 1850, proibia a entrada de africanos escravizados no Brasil.
  • Lei do Ventre Livre: Os filhos de escravos nascidos no Brasil a partir de 1871 seriam livres. Contudo, as crianças deveriam ficar sob a responsabilidade dos senhores de suas mães até os 8 anos de idade. A partir dessa idade, caso ficassem livres, os senhores receberiam indenizações, caso não, os senhores poderiam utilizar da sua mão de obra até os 21 anos.
  • Lei dos Sexagenários: Promulgada em 1885, garantia a liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. Contudo, de acordo com a lei, eles deveriam trabalhar por mais 3 anos como indenização. Essa lei beneficiou poucos escravos
  • Lei Áurea: Promulgada em 1888, acabou com o trabalho escravo no Brasil. Essa lei libertou quase 1 milhão de escravos.

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