Guerra do Yom Kippur e a Crise do Petróleo

A Guerra do Yom Kippur foi a responsável pela Crise do Petróleo que ocorreu no século 20.

A Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra do Ramadã, Guerra Árabe-Israelense de 1973, Quarta Guerra Árabe-Israelense e Guerra de Outubro, foi um conflito que ocorreu entre árabes e israelenses, no dia 6 de outubro de 1973.

A guerra iniciou-se com um ataque do Egito e Síria contra Israel, no Dia do Perdão, que em hebraico é Yom Kippur, por isso, o nome do conflito se relaciona a essa data.

A principal causa do conflito, que durou cerca de vinte dias, foi a anexação de regiões egípcias e sírias por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.

Os territórios dominados pelos israelenses que provocaram a ira das outras nações foram:

  • Uma faixa do Canal de Suez;
  • Cisjordânia;
  • Península do Sinai;
  • Faixa de Gaza;
  • Colinas de Golã.

Resumo – Guerra do Yom Kippur

Após a Guerra dos Seis Dias, Israel se concentrou em proteger o controle do Canal de Suez e os territórios dominados. Para isso, foi construída uma fortificação que ficou conhecida como a Linha Bar-Lev.

Guerra do Yom Kippur
Linha Bar-Lev

Os países árabes que saíram derrotados do conflito ficaram revoltados com a situação e, sentindo-se desrespeitados, organizaram uma ofensiva contra os israelenses.

Em 6 de outubro de 1973, a maioria do povo israelense de origem judaica estava concentrada com os preparativos do Yom Kippur, um dos feriados mais importantes para os judeus.

Com isso, o exército israelense foi pego de surpresa, pois, além das falhas no sistema de inteligência militar, as forças militares de Israel não contavam com um ataque dos árabes após a sua vitória na Guerra dos Seis Dias.

Os ataques partiram do exército egípcio e sírio, que iniciaram o conflito abrindo fogo contra os militares israelenses que protegiam o Canal de Suez.

Os egípcios chegaram a entrar cerca de 15 quilômetros das terras pertencentes à Península do Sinai, dominada por Israel. Inicialmente, a ação sírio-egípcia teve sucesso, contabilizando poucas mortes.

Os sírios organizaram um ataque pelas Colinas de Golã para conseguirem adentrar no território judeu.

Enquanto isso, os israelenses eram duramente atacados ao longo do Canal de Suez, fato que resultou em muitas mortes.

Contudo, a contraofensiva israelense conseguiu controlar os ataques e adentrar o território sírio, chegando a alcançar Damasco, a capital do país.

A Guerra do Yom Kippur terminou após vinte dias de ataques em razão da intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos e União Soviética, que solicitaram um cessar-fogo.

Mesmo derrotados, os árabes consideraram a guerra como um importante evento que marcou a rejeição à presença dos judeus no Oriente Médio.

Este conflito fez com que o mundo tomasse conhecimento da Questão Palestina, representada pela luta dos palestinos pelo seu território.

Crise do Petróleo

A principal consequência da Guerra do Yom Kippur foi a crise do petróleo gerada através da proibição da venda do petróleo, por parte dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e das nações árabes que produziam a substância, aos países que apoiaram Israel.

O resultado foi o aumento dos valores do barril de petróleo, que chegaram a preços altíssimos, prejudicando a bolsa de valores e colaborando para uma intensa crise no sistema capitalista, chamada de Crise do Petróleo.

Tal boicote estimulou diversos países a explorarem suas fontes de energia para diminuírem a dependência do petróleo.

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