Egito Antigo

O Egito Antigo se localizava no Deserto do Saara, no Nordeste do continente africano, e se desenvolveu graças às águas do Rio Nilo. Conheça mais sobre uma das civilizações mais fascinantes da história!

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As grandes civilizações da antiguidade se desenvolveram graças ao domínio de técnicas que permitiram o aperfeiçoamento da agricultura.

Por volta do ano 3000 a.C., a civilização egípcia começou a ser organizada através de grupos familiares que fixaram moradia às margens do Rio Nilo.

Localizado em uma região extremamente seca, no Nordeste do continente africano, o Egito Antigo deve muito às águas desse rio.

É difícil imaginar que uma sociedade poderia prosperar em pleno Deserto do Saara, mas, graças às cheias do Nilo, que deixavam férteis as terras a sua margem, foi possível praticar a agricultura e a criação de animais.

O historiador Heródoto, que viveu por volta do século V a.C., dizia que o Egito é uma dádiva do Nilo.

As cheias do rio inundavam aproximadamente 6,4 quilômetros de suas terras e, quando as águas voltavam ao seu curso normal, o solo ficava enriquecido com húmus, um adubo natural rico em minerais e outros sedimentos.

Economia do Egito Antigo

Uma verdadeira nação se formou ao longo do rio. A base da economia do Egito Antigo era a agricultura. A colheita era farta e suficiente para a subsistência nos tempos de seca.

Os egípcios cultivavam trigo, cevada e também plantavam cebola, alho-poro, alho, alface, melancia, pepino, melão, grão-de-bico, lentilha, maçã, romã, azeitona, abacate e tâmara.

O papiro, uma espécie de bambu, também era cultivado. Através dele era confeccionado o papel utilizado no sistema de escrita dos egípcios.

Sociedade do Egito Antigo

A prática agrícola ao longo das margens do Rio Nilo permitiu a expansão desse território, dando origem ao Baixo e Alto Egito.

A população estava organizada em pequenas unidades políticas chamadas de nomos. O governo era exercido pelos nomarcas.

No ano 3200 a.C. ocorreu a unificação das duas partes da sociedade egípcia, o governo passou a ser centralizado e o comando ficou a cargo de um único soberano: o faraó.

O primeiro faraó foi Menés, governante do Alto Egito, responsável pela unificação. Quarenta e dois nomos passaram a ser administrados por ele.

O faraó Menés

O faraó Menés deu início a formação de um dos maiores impérios da idade antiga. Seu governo estava concentrado na cidade de Thinis ao sul do Egito.

A partir dele, a sociedade egípcia foi governada por uma sucessão de dinastias.

Menés foi o responsável pela construção da cidade de Mênfis, que se tornaria a capital do império.

Acredita-se que o primeiro alfabeto hieroglífico foi inventado durante o seu reinado.

Religião egípcia

Os egípcios eram extremamente religiosos, acreditavam na existência de diversos deuses (politeísmo).

Segundo a crença da população, a vida de todos era determinada por essas divindades que possuíam poderes específicos, tudo o que acontecia na sociedade era explicado através da vontade dessas entidades.

Para agradar aos deuses egípcios e garantir a sua proteção, as pessoas ofereciam a eles muitos sacrifícios.

A influência religiosa foi tão intensa que havia uma crença que considerava os faraós como deuses enviados para governar o Egito, por isso eles eram venerados pela sociedade.

Uma das características mais importantes da religião egípcia era a crença em uma vida após a morte.

De acordo com essa ideia, o morto era julgado no Tribunal de Osíris de acordo com suas ações em vida, se ele conseguisse provar que sua conduta foi baseada nos princípios morais da época, a vida após a morte estava garantida.

Todo o ritual pós-morte era orientado através do Livro dos Mortos, um conjunto de textos que era deixado ao lado dos sarcófagos, nele o candidato à vida no além descrevia sua conduta e pedia a absolvição da sua alma.

Mumificação

Os rituais envolvendo a morte deram origem a uma das práticas mais conhecidas do Egito antigo: a mumificação.

Como se acreditava que o morto voltava ao seu corpo após a absolvição de Osíris, era necessário que ele estivesse em perfeitas condições para ser habitado novamente.

O procedimento variava de acordo com a classe social do morto. A prática era iniciada a partir da retirada do cérebro e de outros órgãos, que eram guardados dentro de vasos conhecidos como canopo e deixados ao lado do sarcófago.

Depois, o corpo era lavado com essências aromáticas e, dentro dele, colocava-se sal grosso, que sugava toda a umidade.

Passado um mês, o sal era retirado e, no lugar, eram colocados tecidos nobres. Uma placa de ouro era costurada junto ao corpo para evitar que espíritos ruins se apossassem dele. A última etapa consistia em enfaixar todo o corpo.

Os mortos oriundos de uma classe social menos privilegiada tinham o seu corpo recheado com serragem ou terra.

Finalizado esse processo, os corpos eram depositados em caixões e guardados em tumbas. Assim permaneciam por milhares de anos.

Livro dos Mortos
A imagem, retirada do Livro dos Mortos, retrata um julgamento. Osíris aparece ao lado do deus Anúbis pesando o coração do morto em uma balança. Para obter a absolvição, seu coração deveria pesar menos que uma pena.

A técnica de mumificação era algo inovador para a época e faz parte de uma das diversas invenções dos egípcios.

Escrita egípcia

Como dedicavam grande parte do seu tempo ao estudo, eles também desenvolveram conhecidos sobre matemática, astronomia, construção civil, geometria e anatomia humana.

No que se refere à escrita, criaram três códigos distintos:

  • Hieróglifo: composta por mais de 600 símbolos; era a escrita sagrada das tumbas.
  • Hierático: uma simplificação da hieroglífica; seu uso estava ligado à religião e ao poder.
  • Demótico: formada por mais de 350 caracteres; era utilizada nas transações realizadas pelos escribas.

Sociedade do Egito Antigo

No topo da hierarquia social estava o faraó: chefe do Estado e reencarnação do deus Hórus.

Logo abaixo estavam os sacerdotes, responsáveis por organizar os cultos e festividades religiosas, também atuavam como conselheiros do faraó.

Em seguida os nobres e escribas, que ficavam a cargo da organização e administração do Estado.

A proteção do rei era realizada pelos soldados e a subsistência ficava na responsabilidade dos camponeses.

Essa organização social contava ainda com os artesãos e uma pequena parcela de escravos que, com os camponeses, eram utilizados na construção de obras públicas.

Invasões

A partir do ano 670 a.C., a civilização egípcia entraria em declínio por razão de sucessivas invasões.

Os primeiros a invadir o Egito foram os assírios. Após a expulsão desses povos, a sociedade iniciou um período de recuperação seguido por um breve período de prosperidade.

No entanto, essa fase seria interrompida pela invasão dos persas, e, mais tarde, pelos macedônicos, comandados por Alexandre, o Grande. Por fim, foram dominados pelos romanos.

Apesar das invasões, o legado deixado pelos egípcios continua vivo. Muitas das técnicas desenvolvidas por eles foram copiadas e aperfeiçoadas por outras civilizações.

O Egito atualmente conserva muitas características dos seus áureos tempos, um exemplo são as Pirâmides de Gizé, monumentos imponentes e artísticos que nos revela a grande civilização construída por essa sociedade na antiguidade.

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