Restinga – Resumo, o que é, exemplos, características e restinga no Brasil

As restingas apresentam como característica a vegetação costeira, que se adequam às necessidades da região (solo, relevo e clima).

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O Brasil é um país composto por uma biodiversidade e pluralidade de vegetação, ao longo de seu território de grande extensão.

As formações vegetais brasileiras apresentam peculiaridades conforme as suas áreas de ocorrência, acarretando na diversidade vegetativa e de fauna.

As restingas se constituem como formações vegetais costeiras, as quais se adequam às características da região, tais como solo, relevo e clima.

O que é restinga?

Segundo a resolução 07, de 23 de julho de 1996, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), “entende-se por vegetação de restinga o conjunto das comunidades vegetais, fisionomicamente distintas, sob influência marinha e fluvio-marinha. Estas comunidades, distribuídas em mosaico, ocorrem em áreas de grande diversidade ecológica sendo consideradas comunidades edáficas por dependerem mais da natureza do solo que do clima”.

A restinga é uma planície arenosa costeira, cuja origem é marinha. Nela, inclui-se a praia, cordões arenosos, depressões entre-cordões, dunas e margem de lagunas, possuindo uma vegetação adaptada às condições ambientais.

Ecologicamente falando, as restingas se categorizam como ecossistemas costeiros. Esses são determinados, de forma física, por suas condições edáficas (solo arenoso) e pela influência marinha.

Considerada um ecossistema do bioma Mata Atlântica, a sua origem sedimentar começou no período quaternário.

Por sua característica de adaptação, as espécies da flora e da fauna que a povoam detém de mecanismos para suportar os fatores físicos presentes, tais como a salinidade, altas temperaturas, muito vento, escassez de água, instabilidade do solo, entre outros.

Características principais da restinga

  • Solo arenoso, ácido e pobre em nutrientes;
  • Influência marinha em sua vegetação, tais como em relação a umidade, temperatura, salinidade etc.;
  • A sua vegetação estabiliza o manguezal, impedindo que a areia o invada;
  • Interligação da flora entre as formações da encosta e da restinga;
  • Apresentação, em sua maioria, no formato de mosaico;
  • Interações de fluxo dos nutrientes entre a restinga e o manguezal;
  • Alta capacidade de adaptação;
  • Apresenta alto número de bromélias, equilibrando o sistema por sua capacidade em reter água e nutrientes.

Locais com presença de restinga no Brasil

No Brasil, há a presença de restinga nas regiões sudeste e nordeste. Elas se encontram no litoral dos seguintes estados brasileiros:

  • Rio de Janeiro (região sudeste)
  • São Paulo (região sudeste)
  • Espírito Santo (região sudeste)
  • Bahia (região nordeste)
  • Sergipe (região nordeste)
  • Alagoas (região nordeste)

Exemplos de restinga no Brasil

  • Restinga da Jurubatiba (litoral Norte do estado do Rio de Janeiro)
  • Restinga da Marambaia (litoral do estado do Rio de Janeiro)
  • Restinga de Massambaba (litoral do estado do Rio de Janeiro)
  • Restinga da Praia de Itaguaré (litoral do estado de São Paulo)
  • Restinga de Bertioga (litoral do estado de São Paulo)

Restinga da Marambaia – A restinga da base naval

A Restinga de Marambaia é uma restinga pertencente a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira.

Situada nos municípios de Mangaratiba, Itaguaí e Rio de Janeiro, todos no estado do Rio de Janeiro, ela faz parte da Costa Verde. Seu acesso é restrito, por se tratar de uma área militar.

Restinga de marambaia

Segundo registros históricos, a posse de Marambaia foi feita em 1856, no nome do comendador Breves, transferindo posteriormente para a sua viúva, em 1889.

Em 1908, a Restinga de Marambaia se tornou, oficialmente, da Marinha do Brasil. Nesse mesmo ano, instalaram no local a Escola de Aprendizes-Marinheiros, além de demais atividades.

Contudo, antes mesmo da chegada dos marinheiros, Marambaia foi utilizada como um espaço de “engorda” no período do tráfico de escravos negros. Após a escravidão, eles povoaram a Restinga, buscando criar uma vida nova.

Ponte velha de Marambaia

No local, ainda podem ser encontrados os seus descendentes, em quilombos, com atividades de pescaria e artesanato.

Na década de 1970, quando iniciaram os treinamentos de fuzileiros navais na Restinga da Marambaia, teve início um conflito por terras entre os descendentes de escravos e os militares, mas a situação foi controlada.

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