Tupinambás – História, costumes e as principais tradições

Os tupinambás são povos indígenas que habitam o Brasil desde antes da chegada dos portugueses.


Antes da chegada dos colonizadores ao território que atualmente corresponde ao Brasil, o país era habitado por várias etnias indígenas, sendo uma delas, os tupinambás.

Localizados em uma grande faixa territorial na costa do país, os tupinambás ocupavam uma região bastante vasta. Estima-se que eles povoavam desde o litoral norte do estado de São Paulo, passando pelo Recôncavo Baiano, rio São Francisco, pelos estados do Maranhão e Pará, até o Rio Amazonas.

Durante muitos anos, pesquisadores acreditaram que essa etnia havia sido extinta. No entanto, em 2009, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) reconheceu um grupo que povoa Olivença, um distrito da cidade de Ilhéus, na Bahia, como tupinambás.

Conhecidos como tupinambás de Olivença, a base de sua subsistência é a agricultura, a pesca e o artesanato. A partir do reconhecimento, este povo conseguiu obter a demarcação de suas terras que abrangem as cidades de Una e Buerarema, ambas baianas.

A demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença representou uma grande conquista aos tupinambás que enfrentaram um longo período de resistência às tentativas de expulsão de suas terras.

História, costumes e principais tradições dos tupinambás

Os tupinambás povoavam as terras que atualmente correspondem ao Brasil muito tempo antes da chegada dos portugueses.

Eles se dividiam em tribos e habitavam em malocas (cabanas). Cada tribo era composta por 6 a 8 malocas que abrigavam cerca de 200 indígenas.

A pesca, a caça, a agricultura e a coleta eram as atividades desempenhadas por esses povos, que tinham como principal cultivo a mandioca.

Haviam tarefas direcionadas às mulheres, tais como os cuidados com a agricultura, a fabricação de artesanatos (objetos de cerâmica e rede) e o preparo da comida.

Já os homens, ficavam responsáveis pela produção de instrumentos de combate, como flechas, arcos e lanças, além de realizarem a pesca, a coleta e a caça.

Suas ferramentas e armas eram fabricadas a partir da manipulação da pedra e da madeira. As guerras faziam parte da vida dos tupinambás, pois a carne do guerreiro inimigo era devorada por eles em rituais.

Os banquetes antropofágicos proporcionados pela guerra reforçavam a união da tribo. A guerra era considerada uma prática de vingança aos entes mortos. Já os rituais antropofágicos remetiam à lembrança da coragem dos povos antepassados.

A execução do guerreiro inimigo era feita em um dia de grande festa e envolvimento dos indígenas.

Confederação dos Tamoios

A Confederação dos Tamoios foi um dos movimentos de resistência protagonizados pelos tupinambás e outros povos indígenas.

Ocorreu durante o Brasil Colônia, entre os anos de 1554 e 1567, sendo um dos conflitos de maior expressividade do período.

Os portugueses que se casavam com as nativas eram incorporados na etnia, criando alianças com esses povos. Essa era uma forma deles se infiltrarem nas aldeias para conseguirem mão de obra.

Quando João Ramalho se casou com uma nativa da tribo dos guaianases, ele estimulou um ataque contra os tupinambás visando escravizá-los.

Nessa época, os franceses chegaram ao Rio de Janeiro com o objetivo de colonizar o país e enfrentar os portugueses. Para isso, uniram-se na luta dos tupinambás contra os portugueses. Contudo, uma epidemia matou o líder dos tupinambás e enfraqueceu o movimento. Por fim, os tupinambás e os franceses saíram perdedores.

Tupinambás atualmente

Hoje, os tupinambás de Olivença falam português e seguem cultivando a mandioca, que dá origem a uma bebida fermentada chamada giroba, ao beiju e à farinha.

A pesca, a caça e o artesanato ainda se fazem fortes nesta etnia. Auxiliadas por uma rede chamada jererê, as mulheres indígenas também pescam. No entanto, a caça ainda é uma atividade desenvolvida somente pelos homens.

A coleta de caranguejos é uma das principais atividades dos indígenas entre os meses de janeiro e abril. Além disso, eles produzem a piaçava (fibra da palmeira), responsável por fabricar escovas e vassouras.

Um dos rituais dos tupinambás é o Porancim, uma dança circular em que os indígenas cantam e tocam o maracá, um chocalho.

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