10 Lendas da Região Amazônica

O folclore da região é repleto de lendas e mitos conhecidos em todo o Brasil. Portanto, confira agora 10 lendas da região amazônica.

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Lenda é uma narrativa fantasiosa que é transmitida pela tradição oral. Isso porque são passadas de geração em geração, ao longo dos tempos. As lendas costumam misturas fatos reais com ficções, histórias do imaginário.

A cultura brasileira é rica de lendas. Além disso, cada região costuma ter suas próprias, baseadas no folclore local. Sendo assim, uma região que é cheia de lendas histórias é a Amazônia.

Muitas dos contos da Amazônia tem como cenário a Floresta Amazônica, o que não poderia ser diferente. Portanto, confira agora 10 lendas e mitos da amazônica.

Boto

Talvez essa seja uma das lendas mais famosas, não só da amazônia, mas do Brasil. Segundo a lenda, o boto é um rapaz bonito, elegante e que usa um chapéu cobrindo parte do rosto. De noite, o boto saí do rio, assumindo sua forma de homem, e indo para festas.

Nas festas, o boto seduz as moças mais bonitas, novas e sensuais, para ficarem com ele. Após sua conquista, o boto volta para a água, no rio mais próximo, não voltando mais para a moça.

Amazonas

O mito se trata das Icamiabas, que significam “mulheres sem marido”. As Amazonas, segundo a lenda, viviam no interior da região do Rio Nhamundá, em sua tribo só existiam mulheres guerreiras, sem nenhum homem.

As índias, e a tribo dos Guacaris viviam na região do País das Pedras Verdes, onde ficavam os muiraquitãs, as famosas pedras verdes. Segundo o mito, as amazonas realizavam festas anuais, onde convidavam os índios guacaris. Na festa, os índios se acasalavam.

Após o acasalamento, mergulhavam no lago Iaci-Uaruá (espelho da lua), e buscavam os muiraquitãs, e presenteavam seus companheiros. Ao nascer dos filhos, os homens eram entregues aos Guacaris, e as mulheres ficavam com as Amazonas.

Monte Roraima

A lenda diz que antigamente, na região do Monte Roraima existiam terras baixas e alagadiças, onde as tribos da região disputavam a região. Entretanto, um dia nasceu um pé de bananeira no local. Os anciões avisaram os demais da tribo que não se deveria comer os frutos da árvore, pois se tratava de um lugar sagrado.

Caso desobedecem as regras, consequências horríveis aconteceriam. Sendo assim, um dia o aviso dos pajés foi desobedecido e um cacho da bananeira foi retirado. A lenda diz que a terra começou a se mover, e nos céus trovões ecoaram.

Após isso, uma tempestade caiu, e um monte começou a se erguer das terras alagadas. A lenda ainda diz que o monte chora quando caem gotas de água de suas pedras.

Matinta Pereira

O folclore se trata de uma mulher que aparece de noite na mata, e que aqueles que lá estão ouvem seu assobio. Matinta Pereira tem um ponto fraco por mascar tabaco.

Sendo assim, para chamá la é preciso gritar para que ela venha buscar o tabaco. Matinta não vem de noite, e sim nas primeiras horas da manhã seguintes, batendo na porta de quem a chamou.

Algumas pessoas afirmam que se trata de uma velha, com cabelos espalhados e que flutua, com os braços abertos.

Caipora

O caipora é um índio protetor dos animais. Portanto, sua atividade na mata é afastar os animais dos caçadores. O caipora veste apenas uma tanga, e vive montado em um corpo, correndo pela floresta. Além disso, o índio é apaixonado por cachaça e fumo.

Saci

Outra lenda bastante famosa é a do Saci-Pererê. O saci é um menino negro, com uma perna só, que anda pulando. Além disso, o menino usa um gorro vermelho em sua cabeça, e fuma um cachimbo.

As lendas dizem que o saci é um menino travesso, que muitas vezes anda em um cavalo, um dentro de um redemoinho. Por ser travesso, é atribuído ao saci todo tipo de travessura que não se sabe o autor.

Dizem que o saci-pererê gosta de pregar peças como queimar comida nas panelas, apagar fogo dos fogões, e demais travessuras.

Macunaíma

Sendo a lenda, macunaíma é um índio fruto do amor entre o sol e a lua. O mito diz que os dois astros se apaixonavam, porém nunca se encontravam, e que uma montanha em Roraima era testemunha desse amor.

Sendo assim, a mãe natureza após ver o sofrimento de ambos, criou o eclipse, para que ambos pudessem se encontrar. Desse encontro, o Sol fecundou a Lua através das águas de um lago, nascendo assim Macunaíma, nas águas do Monte Roraima.

O índio era guardião da “Árvore de todos os Frutos”, uma árvore que brotava vários frutos de uma vez. Um dia, os índios subiram na árvore, tiraram seus galhos e frutos, a matando.

Macunaíma ao ver a cena, ateou fogo a tudo e todos que estavam no local, transformando em pedra as outras árvores. A lenda diz que ainda é possível ouvir o espírito do índio chorar de noite pela morte de sua árvore.

Vitória Régia

A lenda conta a história da índia Naiá, que era apaixonada pela Lua (Jaci). A índia sabia da lenda de que Jaci descia para a Terra e buscava alguma virgem e a transformava em estrela. Naiá todas as noites corria em busca de ser escolhida pela lua.

Entretanto, um dia a índia adoeceu, triste por não ser escolhida. Mesmo assim, correu fraca pela floresta, onde caiu e desmaiou. Ao acordar, viu o reflexo da lua nas águas do iguarapé, onde mergulha e se afoga. Jaci se sensibiliza e a transforma em uma grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que as pétalas só abrem ao luar.

Iara

Também conhecida como Mãe D’Água, Uiara ou Ipupiara, a lenda se trata de um linda mulher, com um canto sedutor. Além disso, Iara atrai os homens com seu canto, que enlouquecem com sua voz, e a seguem a qualquer lugar.

Sendo assim, Iara os atrai para as profundezas dos rios e mares. Existem relatos de homens que conheceram as belezas de seu reino, porém de lá não podiam trazer nada, se não seriam amaldiçoados.

Curupira

O Curipira é outro protetor da natureza. A lenda o retrata como um menino baixo, com cabelos vermelhos e pés virados para trás. O menino se senta na sombra de mangueiras para comer seus frutos. Entretanto, ou avistar alguém, corre em alta velocidade.

O mito diz que o Curupira tem o dom de encantar os adultos, enganando os caçadores, que enfeitiçados andam em círculos e se perdem na floresta.

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