60 Mitos e lendas do Brasil e do mundo – Personagens do folclore brasileiro e mundial

Mitos e lendas estão presentes em todas as culturas, sendo responsáveis por transmitir muitos ensinamentos. Confira 60 mitos e lendas do Brasil e do mundo!


Mitos e lendas fazem parte de toda cultura. A diferença entre os dois é que um mito é uma narrativa fantástica grega utilizada para explicar fenômenos que os humanos eram incapazes de explicar. Os personagens do mito são deuses e heróis.

Já nas lendas, os personagens são criaturas estranhas e mágicas. Porém, a lenda também possui a finalidade de explicar fatos misteriosos. Além disso, também passam diversos ensinamentos importantes.

Para conhecer 60 mitos e lendas do Brasil e do mundo, confira esse artigo!

Boto

O boto-cor-de-rosa é uma lenda brasileira inspirada na figura do animal que dá origem ao nome. De acordo com o imaginário popular, o Boto pode se transformar em um homem belo e galanteador que, durante a noite, frequenta as festas da cidade.

Além disso, o Boto seduz as moças bonitas e as engravida, para, na manhã seguinte, retornar ao estado de animal e sumir.

Açaí

A lenda do açaí tem origem no folclore amazônico e conta a origem da fruta. Em uma aldeia populosa e com alimentos escassos, o cacique Itaki ordenou que todas as crianças nascidas a partir daquele momento fossem sacrificadas.

Tempos depois, Iaçã, a filha do cacique, teve uma filha. Como ordenado, a menina foi sacrificada e Iaçã ficou profundamente triste. De tamanha solidão, pediu ao poderoso deus Tupã que nenhuma outra mãe sentisse aquela dor e que mostrasse uma alternativa para o cacique.

Uma noite, Iaçã ouviu o choro de criança e saiu em busca da fonte. Surpresa, avistou sua filha, sorridente ao lado de uma palmeira. Então, a mãe correu em direção à filha, que desapareceu em seus braços. Nesse momento, a tristeza tomou conta e Iaçã faleceu.

No outro dia, encontraram a filha do cacique abraçada ao tronco da árvore com uma expressão de alegria. No topo, estavam as frutinhas roxas, que posteriormente alimentaram toda a aldeia e nenhuma criança foi sacrificada mais.

Curupira

O curupira é uma figura do folclore brasileiro representado por um garoto de cabelos vermelhos e pés virados para trás. Acredita-se que o curupira proteja as matas e, caso não seja beneficiado pelos caçadores, faz com que se percam na floresta.

Caipora

A caipora é um personagem do folclore brasileiro que pode ser representado como mulher ou homem, sendo sempre indígena e habitante do mato. A caipora é semelhante ao curupira por também ser guardiã da floresta, porém, não possui os pés virados.

Boitatá

Boitatá
Boitatá

O boitatá é uma cobra gigante de fogo, fazendo alusão ao fenômeno do fogo-fátuo, uma luz azulada que aparece em pântanos. Acredita-se que a cobra coma as pessoas que tentam pôr fogo na natureza e acumule os olhos das vítimas em seu corpo.

Saci-pererê

A lenda do saci-pererê é amplamente conhecida no Brasil. O personagem é representado como um jovem negro de uma só perna, vestido em panos vermelhos, que prega peças pelas vilas. Caso alguém consiga capturá-lo, o saci concede desejos.

Lobisomem

O lobisomem é uma lenda presente em diversas regiões do mundo. Ela conta sobre um ser metade humano e metade lobo que se transforma em monstro à noite, aterrorizando as vilas. No Brasil, acredita-se que o sétimo filho em uma sequência de filhos do mesmo sexo será um lobisomem.

Outra versão afirma que atravessar uma encruzilhada à meia-noite é capaz de transformar uma pessoa. Outras versões defendem que a condição é transmissível pela mordida.

Iara

A lenda da Iara é originária da região amazônica e conta a história de uma bela sereia que vive em rios, cantando com objetivo de atrair os homens para, em seguida, afogá-los. Inicialmente, Iara era filha de um cacique e, de tanto orgulho que inspirava no pai, causou grande inveja em seus irmãos.

Então, prevendo a ira assassina da família, matou os irmãos e fugiu, porém, seu pai a encontrou e lançou-a no rio. Contudo, os peixes salvaram a jovem, transformando-a em sereia.

Cuca

A cuca é um personagem representado como uma velha bruxa com cabeça de jacaré, que rapta e come as crianças que desobedecem aos pais.

Mãe-do-Ouro

A lenda da mãe-do-ouro conta de uma figura feminina que se manifesta de duas formas por duas razões distintas. A primeira seria uma linda mulher de cabelos dourados que atrai maus maridos para uma caverna e, posteriormente, arranjar bons homens para as mulheres solitárias.

A segunda versão da lenda conta de uma bola de fogo que guia as boas almas que buscam ouro até uma jazida. Já as almas ruins são guiadas para longe de onde há ouro.

Galinha-d’angola

A galinha-d’angola é uma lenda africana que ensina sobre os perigos da inveja. Houve um tempo em que todas as aves viviam em harmonia, até que começaram a perceber diferenças entre elas. O melro era considerado muito belo e as aves sentiram inveja das duas penas negras.

Então, o melro concedeu penas negras brilhantes para aquelas aves que abandonassem a inveja. Contudo, a galinha-d’angola continuou com o sentimento ruim. Por essa razão, o melro deu manchas brancas, além de deixar a ave fraca e magra.

Dessa forma, a onça viu que outro animal possuía manchas em seu corpo e, cheia de inveja, comeu todas as galinhas.

Papa-figo

A lenda do papa-figo tem origem na cidade de Recife e conta a história de um homem com uma terrível doença que seria curada com fígados infantis. Por isso, sai em busca de crianças sozinhas que desobedeceram às ordens dos pais de voltar para casa.

Barba Ruiva

O Barba Ruiva é uma lenda brasileira com origens portuguesas e indígenas. A história conta de uma filha primogênita de uma viúva que engravidou do namorado falecido da mãe. De tamanha vergonha, fugiu de casa e embalou seu filho em uma cesta, enviando-o pelo rio.

Então, a sereia Iara encontrou o bebê e o adotou. Enfurecida com a mãe, inundou o local, dando lugar a um lago. Neste lago, o menino conhecido como Barba Ruiva poderia ser avistado, sendo possuidor de uma maldição que o envelhecia de acordo com o dia.

De manhã, poderia ser visto como uma criança, à tarde, um jovem, e à noite, um senhor. Acredita-se que somente uma mulher possa quebrar a maldição, já outras versões defendem que um banho de água benta seria a solução.

Matinta Pereira

Matinta Pereira é uma bruxa que, durante a noite, transforma-se em pássaro, gritando de forma estridente por onde passa. Para conseguir dormir, os habitantes prometem presentes para a bruxa, que encerra seus gritos e volta no dia seguinte para coletar.

Caso não haja presente, a bruxa traz azar para a casa. Acredita-se que a bruxa poderia ser presa com objetos como chave, rosário, tesoura comum e vassoura virgem.

Dessa forma, a chave é enterrada e a tesoura fincada em cima do local, o rosário se põe por cima da tesoura e, quando a Matinta passar pelo local, ficará presa. Depois que liberta, ela deve varrer o local para desfazer a armadilha.

Mula sem cabeça

A mula sem cabeça é uma mulher que teve como amante um padre. Como maldição, foi transformada em uma mula com chamas no lugar da cabeça, vagando pelos pastos nas quinta-feiras e atropelando aqueles que se encontram no seu caminho.

De acordo com a lenda, há três formas de quebrar a maldição: tirar o freio da besta, feri-la com alfinete que nunca foi usado, ou o padre amaldiçoar a sua amante sete vezes antes da missa.

Mandioca

A lenda da mandioca conta a história de uma filha de cacique que engravidou e, ao ser perguntada pelo pai, dizia não saber o pai nem como havia engravidado. O cacique ficou muito decepcionado por desejar um neto de um grande guerreiro, porém, após ser orientado em sonho, aceitou a gravidez.

A menina, batizada Mani, era muito alegre e ativa, porém adoeceu repentinamente. Ao falecer, foi enterrada dentro da própria oca, tendo a terra molhada com as lágrimas da mãe. No lugar onde estava sua filha, começou a crescer uma planta diferente das demais.

Assim, ao ver as rachaduras no chão, a mãe puxou a planta, procurando encontrar sua filha. Contudo, no lugar, havia apenas uma raiz. Em homenagem, a planta ganhou o nome “mandioca”, junção de Mani e oca.

Vitória-régia

Vitória-régia

A vitória-régia é uma lenda brasileira originária da Região Norte. De acordo com a lenda, a Lua era um deus que namorava as jovens mais lindas e, ao se esconder, levava as moças consigo.

Em uma aldeia, vivia a guerreira Naiá, que sonhava com o dia que a Lua chegaria para levá-la. Assim, o restante da aldeia alertou a moça, dizendo que, ao ser levada, seria transformada em estrela. Porém, de tanta paixão, a guerreira seguiu suas vontades, deixando até de comer para admirar a Lua.

Uma noite, foi para a beira de um lado e viu a Lua refletida na água. Naiá acreditou ser o deus, que havia decidido se banhar ali, então, lançou-se na água. Quando finalmente percebeu que o deus não estava presente, Naiá não conseguiu mais nadar e se afogou.

Comovido, o deus a transformou em uma estrela diferente: a estrela das águas. Por isso, a vitória-régia só floresce durante a noite.

Guaraná

A lenda do guaraná conta a história de um casal indígena da tribo Maués que viviam há anos desejando um filho. Para isso, pediram ao deus Tupã, que lhes concedeu o desejo. Assim, o menino cresceu e se tornou um bonito e generoso jovem, então, o deus da escuridão, Jurupari, sentindo inveja da alegria do menino, decidiu ceifar sua vida.

Um dia, ao coletar frutas, o menino foi picado e morto pelo Jurupari, que se transformara em serpente venenosa. Quando a notícia da morte se espalhou, fortes trovões ecoaram, sendo eles uma mensagem de Tupã para a mãe plantar os olhos da criança, assim, dando vida a uma nova planta: o guaraná.

Papai Noel

O Papai Noel é uma lenda conhecida mundialmente com origem na figura do São Nicolau, um bispo católico do século 4 que viveu na cidade de Mira, onde atualmente é a Turquia.

No dia do seu aniversário, dia 6 de dezembro, o homem bondoso distribui presentes para as crianças boas.

Gralha-azul

A gralha-azul é uma lenda da Região Sul que conta a história de um pássaro negro que recebeu uma tonalidade azul ao ganhar a missão de espalhar sementes de araucária pelo território.

Iemanjá

Iemanjá é uma orixá africana que nasceu do casamento do céu (Obatalá) e da terra (Odudua). A divindade representa os oceanos e a fertilidade, sendo mãe de vários orixás.

Sinuhé

De acordo com a lenda egípcia, o faraó Amenemhet foi morto por uma conspiração dos seus súditos enquanto seu primogênito e sucessor estava ausente. Sinhué, um dos homens de confiança do faraó, tomou conhecimento do crime e decidiu fugir, uma vez que seria acusado de ser cúmplice.

No deserto, após desmaiar, foi cuidado pelos beduínos. O rei, Amunenshi, ofereceu a mão de sua filha ao Sinhué, que se casou e teve três filhos. Sinhué conquistou fama e respeito ao tornar-se um grande guerreiro, vitorioso em uma das guerras da região, porém, ansiava pelo Egito e o seu retorno para ter seu descanso final.

Assim, em sua terra natal, o filho primogênito, Sesostris I, era o novo faraó e, ao conhecer a situação do ex-homem de confiança de seu pai e sua inocência, o chamou de volta ao Egito. Então, Sinhué dividiu suas riquezas com os filhos e foi-lhe concedido uma bela casa e o título de conselheiro do faraó.

Ísis e os sete escorpiões

O deus Seth invejou profundamente seu irmão Osíris, casado com a deusa Ísis e cujo filho Hórus nasceu da união. Tomado pela inveja, Seth tentou separar o casal, capturando Ísis e Hórus. Então, o deus da sabedoria, Toth, decidiu ajudá-los, enviando sete escorpiões chamados Tefen, Befen, Mestat, Matet, Petet, Mestefef e Tetet, encarregados de proteger a família.

Após conseguir escapar, Ísis e Hórus procuraram abrigo na companhia de seus protetores, contudo, foram negados por uma mulher rica chamada Usert, por medo dos escorpiões. Em seguida, a família foi recebida por uma pobre mulher. Durante a noite, os escorpiões se organizaram para se vingar, acumulando o veneno na cauda de Tefen.

Na casa da Usert, picaram seu filho, deixando-o gravemente ferido, assim como provocaram um incêndio. Usert, em desespero, pediu ajuda à deusa Ísis, que compreendeu a inocência do filho. Assim, uma chuva caiu e apagou o fogo. Também, a deusa ordenou que o veneno deixasse o corpo do filho.

Envergonhada e agradecida, Usert entregou toda sua riqueza a Ísis e a pobre mulher que a acolheu.

Dyoser do faraó e o dilúvio do Nilo

O Egito caiu em desgraça após uma série de secas do Rio Nilo, o que resultou na crescente fome e desespero da população. Em busca de ajuda, o faraó Dyoser pediu ao seu conselheiro Imhotep uma solução.

Dessa forma, o conselheiro e um mágico consultaram os templos do deus da sabedoria, Toth. Ao retornar ao faraó, indicaram que o nascimento do rio ocorreu entre duas cavernas na Ilha Elephantine, assim como o nascimento dos seres vivos.

Contudo, as cavernas eram protegidas pelo deus Jnum, que com os pés retinha a saída da água do Nilo. Então, o faraó foi até a ilha e implorou ao deus, porém, sem resposta, adormeceu. No sonho, o deus perguntou a origem da aflição, cujo motivo foi contado.

Assim, o deus relatou estar bravo pela falta de construção e manutenção dos templos. O faraó prometeu reparar o erro e o Nilo foi inundado novamente.

As sete Hathores

Um faraó, após desejar por muitos anos um filho, teve seu desejo realizado pelas divindades. Contudo, as sete Hathores, divindades que sabiam do destino dos seres, alertaram o pai que seu filho morreria por cachorro, cobra ou crocodilo.

Para proteger a criança, o pai o criou em um palácio distante. Porém, com o pouco contato social que teve, pediu um cachorro como companhia. Então, o pai, relutante, adquiriu um cachorro, que se mostrou manso.

O filho, cansado da solidão, fugiu de casa e conheceu a princesa Naharin, que se tornou sua esposa. Um dia, o jovem matou uma cobra que havia tentado o atacar, dando sua carne ao cão. Porém, o cão mudou e se tornou agressivo, atacando o príncipe.

O jovem correu para um rio para se salvar, mas foi atacado por um crocodilo. Contudo, o crocodilo estava velho e pediu ajuda para sobreviver às águas turbulentas. Assim, o jovem auxiliou o animal e saiu da água, para, então, ser atacado novamente pelo cão.

O príncipe matou o cão, soltando a cobra que estava em sua barriga, que finalmente injetou seu veneno no jovem, cumprindo seu destino.

Ubuntu

A lenda ubuntu conta a história de um antropólogo que estava visitando a África. O pesquisador criou um jogo em que todos deveriam correr em direção a uma árvore e o primeiro a chegar ganharia todos os frutos.

Ao dar a largada, as crianças juntaram as mãos e correram juntos, garantindo o sucesso de todos. Ao perguntar a razão da tática, o pesquisador foi respondido ubuntu que significa “sou quem sou porque somos todos nós”.

Narciso

O Mito de Narciso
Narciso

O mito grego de Narciso explica os perigos do narcisismo. O oráculo disse no nascimento de Narciso que a criança teria uma vida longa, desde que não se olhasse no espelho. Porém, o jovem cresceu para se tornar arrogante e, ao rejeitar uma ninfa, foi amaldiçoado a se admirar no reflexo do rio até a morte.

A caixa de Pandora

O mito grego da caixa de Pandora começa com a primeira mulher criada por Hefesto e Atena, Pandora. Assim, Pandora recebeu qualidades de todos os deuses e, após um aviso de Prometeu para não aceitar presentes das divindades, foi apresentada ao titã Epimeteu. O titã, enfeitiçado com a beleza da mulher, tomou-a como esposa.

Como presente de casamento, o casal recebeu uma caixa, cujo interior continha todos os males da humanidade. A Pandora, tomada pela curiosidade, abriu a caixa e soltou os males, deixando apenas a esperança presa.

Hércules

Hércules é um mito grego que conta a história de um jovem amaldiçoado pela deusa Hera, que acabou matando sua esposa e filhos. Para se redimir, teve que realizar os famosos “Doze trabalhos de Hércules”.

Perséfone

Esse mito grego explica a forma como as estações mudam. De acordo com a história, Hades, deus do submundo, raptou a linda Perséfone, deusa das flores e frutos. Perséfone, por sua vez, é filha de Deméter, deusa da agricultura e da colheita.

Ao raptar Perséfone, Deméter se tornou inconsolável, causando um período de muita seca e escassez. Ao descobrir onde estava sua filha, foi até o reino de Hades recuperá-la, porém, Perséfone havia aceitado sementes de romã, demonstrando que não havia rejeitado o deus totalmente.

Dessa relação, surgiu um acordo de que a deus passaria metade do ano com os pais, longe do submundo e metade do ano ficaria junto ao marido. No período em que está livre, a natureza floresce e, no período no submundo, as plantas morrem.

Aquiles

O mito grego conta sobre Aquiles, um grande herói que atuou na guerra contra Troia. Ao nascer, Aquiles teria sido banhado no Rio Estige, rio este que corre pelo submundo e conhecido também pelo nome rio da invulnerabilidade. 

Dessa forma, o corpo todo de Aquiles se tornou impenetrável, exceto o calcanhar, parte do corpo pela qual foi suspenso. Na guerra contra Tróia, levou uma flecha envenenada justamente no seu calcanhar, causando sua morte.

A girafa e o rinoceronte

Essa lenda africana conta sobre a necessidade de honrar promessas. Houve um tempo de muita seca na África e a girafa era um animal sem pescoço ou pernas longas. Um dia, cansada de procurar comida e avistando folhas verdes no topo das árvores, falou para um rinoceronte sobre o desejo de conseguir alcançar a comida.

Assim, o rinoceronte sugeriu uma visita a um mago poderoso, que pediu para a dupla voltar no dia seguinte, para que pudesse preparar a magia. Porém, no dia seguinte, o rinoceronte esqueceu o compromisso, deixando a girafa ir sozinha.

Então, a girafa foi transformada em um animal longo, capaz de alcançar as árvores mais altas e cheias de folhas. O rinoceronte, por sua vez, perdeu a oportunidade de receber o presente.

A raposa e o camelo

A raposa e o camelo é uma lenda do Sudão do Sul que ensina a importância de cumprir promessas, assim como de pensar no próximo.

A raposa Awan estava caçando lagartixas na beira de um rio quando pensou que poderia ter mais comida do outro lado. Então, chamou seu amigo, o camelo Zorol, para atravessar o rio, pois teria campos de cevada à sua disposição.

Awan subiu nas costas do Zorol e atravessaram o rio. Awan mostrou onde havia cevada e foi caçar suas lagartixas, porém, terminou antes do seu amigo, que ainda estava no campo. Dessa forma, Awan ficou impaciente, começou a gritar e chamou a atenção dos donos da fazenda.

Por sua vez, os donos saíram e bateram em Zorol. O camelo conseguiu fugir e, ao atravessar o rio de volta, balançou até Awan cair. Segundo o camelo, Awan merecia receber o mesmo tratamento que havia recebido no campo. Awan, assim, foi levado pelo rio.

Kitsune

Na mitologia japonesa, as kitsunes são raposas sagradas ou amaldiçoadas com poderes mágicos. Aquele que quebrar uma promessa com uma kitsune sofre graves consequências.

Além disso, a kitsune se torna mais sábia com os anos, ganhando uma nova cauda a cada 100 anos. Ao acumular nove caudas, torna-se semideusa, podendo até se transformar em humana.

Hongxian

Hongxian significa fio vermelho. Essa lenda chinesa conta que, ao nascer, os humanos são amarrados à alma gêmea por um fio vermelho invisível. Assim, o fio nunca se partirá e, quanto mais longe, maior a infelicidade do casal.

Cordilheira Doi Nang Non

A lenda tailandesa conta a origem da cordilheira. Segundo a história, uma princesa se apaixonou por um cuidador de cavalo e, como o romance era impossível, fugiram para uma caverna. Durante uma saída, o cuidador foi morto pelo rei e, de tanta tristeza, a princesa se esfaqueou até a morte.

Dessa maneira, o sangue deu origem à água e do corpo caído nasceu a cordilheira.

Grande enchente

A lenda chinesa conta do soberano chinês Da Yu, que, com o auxílio da deusa Nu Kua, ajudou a cavar os canais que controlaram uma grande inundação e permitiram à população o cultivo da terra.

Dziú e milho

A lenda maia conta a história do pássaro Dziú, que foi encarregado por Yuum Chaac, o deus da chuva, de mergulhar em um campo em chamas para salvar a semente do milho, responsável por manter a vida na Terra.

O pássaro cumpriu a missão e ficou com as penas cinzas e olhos vermelhos, além de ser reconhecido por todos os animais. Assim, o Dziú poderia deixar seus ovos em qualquer ninho, seguro de que qualquer pássaro cuidaria dos filhotes como se fossem deles.

Chom

Segundo a lenda maia, os chom eram pássaros de plumagem colorida. Um dia, estava sobrevoando o palácio do rei Uxal durante a celebração em homenagem ao Senhor da Vida, Hunab Ku. Os chom comeram os alimentos destinados à ocasião e foram punidos com uma preparação de tinta negra nas penas.

Além disso, poderiam somente comer lixo e animais mortos. Então, tornaram-se aves que voam alto, descendo apenas para recolher lixo.

A princesa e o maquech

A lenda maia conta da princesa Cuzan que, prometida ao príncipe EK Chapat, tinha como amante o jovem Chalpol. O príncipe poupou a vida da noiva em troca de seu término com o amante. Também, o Chalpol foi perdoado pelo pai da princesa, porém, recebeu um feitiço que o transformou em um maquech, isto é, um besouro.

Assim sendo, a princesa manteve o besouro como joia, ao lado do coração, onde seu amor estava.

Flor-de-maio

La flor de mayo
La flor de mayo

Essa lenda maia explica a origem da flor-de-maio. Após muito pedir aos deuses, um devoto e sua esposa tiveram uma filha sob a luz da constelação do Cruzeiro do Sul. Contudo, a menina faleceu durante a adolescência sob a mesma luz e época do ano em que nasceu.

Por isso, em seu túmulo, em maio e sob a constelação, floresce a flor.

Uay Chivo

Lenda maia sobre criaturas com olhos brilhantes e chifres em suas cabeças, que assustam habitantes de aldeias.

Xkeban e Utz Cole

De acordo com a lenda maia de Xkeban e Utz Cole, ambas as mulheres eram prostitutas humildes e gentis. Quando Xkeban faleceu, em toda a cidade houve um perfume doce, assim como em seu túmulo nasceram lindas flores perfumadas, as Xtabentún.

Já quando a Utz Cole morreu, em seu túmulo surgiu uma flor perfumada, mas com muitos espinhos, conhecida como o cacto Tzacam. Cheia de inveja da Xkeban, Utz Cole voltou à vida com a ajuda de espíritos malignos e fez com que os homens se apaixonassem por ela.

Che Uinic

A lenda maia conta sobre um homem da floresta, grande e temido por comer carne humana. Ele possuía os pés virados para trás e poderia ser enganado por quem o fizesse rir e cair, assim, a pessoa poderia fugir da criatura.

Alux

Essa é uma lenda maia sobre elfos invisíveis que fazem coisas malignas. Acreditava-se que, ao capturar um alux, os camponeses teriam sete anos de boas colheitas.

Fênix

A lenda da fênix tem origem egípcia, sendo uma ave que morre constantemente em chamas e renasce de suas cinzas, o que simboliza a resiliência e esperança.

Odin

Odin é o principal deus nórdico, sendo responsável por tempestades terríveis, pela vida e pela morte.

Medusa

De acordo com o mito grego, Medusa era uma sacerdotisa do templo de Atena, lugar em que Poseidon a assediou. Atena, furiosa pelo desrespeito, transformou a mulher em monstro, cujos cabelos eram cobras e os olhos tornavam os homens em pedra.

Midas

Midas é um personagem da mitologia grega que pediu ao deus Baco o poder de transformar tudo que tocasse em ouro. Contudo, esse dom fez com que Midas não conseguisse comer, tocar em pessoas e nem viver tranquilamente.

Kikímora

A lenda russa de Kikímora possui duas versões. A primeira conta da Kimímora, bruxa velha e malvada do pântano, casada com um duende. Já a segunda versão descreve a bruxa da casa, casada com o Domovôi, um espírito de casas do folclore eslavo.

Nessa versão, a Kikímora fica em sua casa e não perturba ninguém.

Ivan, o Tolo

Essa lenda russa fala de um personagem conhecido como Ivan, o Tolo, que geralmente é o filho mais novo de uma família de camponeses. Ivan é incapaz de realizar as tarefas mais simples, porém, às vezes consegue realizar os desafios mais difíceis com alguma ajuda milagrosa.

Ladrão rouxinol

O ladrão rouxinol é uma lenda clássica russa que conta de um homem voador que assusta viajantes até a morte.

Imortal Koschei

O imortal Koschei é um rei malvado que, de acordo com a lenda russa, só seria possível matar com uma agulha mágica quebrada, que está escondida em um ovo, que está dentro de um pato, dentro de uma lebre, que está no tronco de um carvalho.

Vodianoi

O Vodianoi é uma lenda russa de um espírito da água, ou rei das profundezas, que pode mudar de forma.

Vassilisa, a Bela

A Vassilisa, a Bela, é, segundo a lenda russa, uma moça linda, boa e filha de um mercador que enfrentou muitos desafios após a morte de sua mãe enquanto criança.

Ananse

Ananse é um deus africano que tem a forma de aranha, dotado de muita inteligência. Ananse foi capaz, após um longo teste, de dar histórias aos humanos.

Flor-de-lótus

A lenda indiana conta a origem da flor-de-lótus, criada pelos elementos da natureza (água, terra, ar e fogo) para lembrar a humanidade sobre a perfeição que poderiam alcançar.

Ganesha

Ganesha
Ganesha

Ganesha é um dos deuses mais celebrados no hinduísmo, representante da sabedoria, intelecto, fortuna e prosperidade.

Viajante do infinito

Essa lenda indiana explica sobre o poder da mente. Um dia, um viajante entrou, por engano, no paraíso e, cansado, repousou-se sob a árvore dos desejos.

Ao acordar, o homem desejou comida e bebida, tendo seus desejos atendidos. Em seguida, questionando o que estava acontecendo, imaginou os espíritos aparecendo. Como esperado, os espíritos se mostraram, assustando o homem e causando sua morte.

A busca da divindade perdida

De acordo com a lenda indiana, houve um tempo em que os humanos perderam seus poderes mágicos por mau uso. Para esconder a divindade, o deus Brahma decidiu colocá-la dentro do humano, lugar este que jamais seria procurado.

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