Veja 6 fatos curiosos sobre a princesa Isabel

Confira algumas curiosidades sobre a princesa Isabel!

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Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon-Duas Sicílias e Bragança(1846-1921), mais conhecida como princesa Isabel, era filha do imperador do Brasil, Dom Pedro II, e da imperatriz Teresa Cristina.

A princesa Isabel é uma figura bastante conhecida em nossa história por ter sido a responsável por assinar a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei Áurea (1888).

Seu nome se insere em algumas polêmicas quanto ao seu posicionamento em relação à escravidão. Alguns a enxergam como redentora enquanto outros a criticam por não ter se posicionado mais energicamente contra esta prática.

De toda forma, ela recebeu o título de A Redentora, em razão deste ato histórico que retirou o país do sistema escravocrata.

Vejamos algumas curiosidades sobre a princesa Isabel, herdeira do trono brasileiro, que não chegou a ocupá-lo em razão da proclamação da República.

1 — Herdeira do trono

A princesa Isabel foi declarada herdeira do trono brasileiro aos 11 meses de idade, após a morte precoce de seu irmão, D. Afonso, em 1847. Sendo assim, ela passou a ser a herdeira presuntiva (herdeira indicada de antemão por meio de um testamento).

Em 1848, nasceu o terceiro filho de Dom Pedro II com a imperatriz Teresa Cristina, Pedro Afonso. Por ser do sexo masculino, a princesa Isabel perdeu o posto de sucessora direta do trono.

No entanto, tal condição não durou muito tempo, pois, assim como o irmão mais velho, Pedro Afonso morreu ainda criança, em 1850.

Após a morte do segundo irmão, a princesa voltou à condição de herdeira presuntiva. Como os imperadores tiveram uma quarta filha, Isabel continuou como a herdeira oficial na sucessão do trono.

2 — Comandou o país em três momentos

A partir da década de 1870, Dom Pedro II passou a delegar funções de chefe de Estado à princesa Isabel sempre que se ausentava do país.

A primeira ocasião foi em 1871, quando ela sancionou a Lei do Ventre Livre, que determinava que nenhuma criança filha de escrava, nascida a partir da promulgação da lei (28 de setembro), seria escrava.

O segundo momento foi entre 1876 e 1877, quando a princesa enfrentou alguns problemas de cunho pessoal e político.

Este período foi marcado por uma intensa seca no Nordeste. Ao mesmo tempo, maçons e católicos se enfrentavam em um duro embate político-religioso.

Além disso, a princesa havia sofrido um aborto, o que a fez optar por recolher-se em Petrópolis (RJ).

A terceira e última ocasião foi entre o final de 1887 e o início de 1888. Este momento foi marcado pela adesão da princesa Isabela à causa abolicionista.

Ela entrou em conflito com o ministro escravocrata, Barão de Cotegipe, que se demitiu do posto. Foi nesta ocasião que a princesa assinou a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

3 — Casamento

A princesa Isabel foi casada com o aristocrata francês, Conde d’Eu. Juntos, tiveram três filhos, Pedro de Alcântara, Luís e Antônio.

O Conde d’Eu ficou conhecido por sua performance na Guerra do Paraguai, conflito em que foi um dos comandantes do exército brasileiro.

Ele foi o responsável por ordenar um dos maiores massacres cometidos na América do Sul, que ocorreu durante a guerra.

4 — Rejeitou o trono para evitar um conflito

Após o golpe que destronou o então imperador, Dom Pedro II, em novembro de 1889, diversos movimentos emergiram exigindo a restauração da monarquia no país.

As duas Revoltas da Armada se inserem neste contexto. O objetivo do conflito era reconquistar o trono e transferi-lo à princesa Isabel, que havia se exilado em Paris.

Entretanto, visando impedir derramamento de sangue, a princesa negou tal condição e preferiu abrir mão de vez do trono.

5 — Morreu em Paris

A princesa Isabel morreu no Castelo d’Eu, em Paris, no dia 14 de novembro de 1921.

6 — Restos mortais

Seus restos mortais foram trazidos para o Brasil em 1971 e enterrados no interior do Rio de Janeiro, na cidade de Petrópolis.

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