Brasil Império

O Brasil Império foi o período da história do Brasil que durou de 1822 a 1889.

PUBLICIDADE

O Brasil Império foi um período da história do país que se iniciou em 1822, ano em que o Brasil se tornou independente de Portugal e finalizou em 1889, momento da Proclamação da República.

Organizado politicamente como uma monarquia, o país foi governado inicialmente por um imperador, D. Pedro I. O poder era transmitido de maneira hereditária.

Esse período é dividido em três fases: Primeiro Reinado (1822–1831), Período Regencial (1831–1840) e Segundo Reinado (1840–1889).

PUBLICIDADE

Brasil Império – Resumo

O Brasil foi o único país do continente americano a ter um regime monárquico estável e reconhecido. O período compreendido entre 1822 a 1889, conhecido como o período monárquico brasileiro, marcou a história do país.

O primeiro imperador foi D. Pedro I que atuou durante o Primeiro Reinado. Ele foi o responsável pela independência do Brasil e pela primeira constituição.

PUBLICIDADE

Sua popularidade ficou comprometida devido à derrota na Guerra da Cisplatina e da adoção de políticas impopulares. Dessa maneira, D. Pedro I abdica do trono em 1831.

Na época da abdicação, seu filho tinha apenas 5 anos de idade. Por ser uma criança, instituiu-se o regime de Regência. Sem uma figura central do Imperador, esta fase se caracterizou por diversas rebeliões regenciais.

Em 1840, ocorre o Golpe da Maioridade, comandado pelos liberais. Ao declarar a maioridade de D. Pedro II, com apenas 14 anos, eles declaram que ele está apto a assumir o trono do império.

PUBLICIDADE

O Segundo Reinado, comandado por D. Pedro II, compreende o período mais extenso do Brasil Império. Ele foi o chefe de Estado que ficou no poder por mais tempo na história do país.

Conseguiu sufocar as revoltas e controlar as disputas entre conservadores e liberais. Foi um período caracterizado por profundas mudanças na estrutura da sociedade brasileira com a criação de diversas leis que antecederam a abolição da escravidão, que foi realizada através da Lei Áurea, em 1888.

Além da questão escravocrata, o afastamento ocorrido entre Estado e Igreja, e entre Estado e Exército, marcaram o enfraquecimento da monarquia. D. Pedro II esteve no poder até 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República.

Primeiro Reinado

PUBLICIDADE

O Primeiro Reinado compreendeu o período de 1822 a 1831. Comandado por D. Pedro I, essa fase foi caracterizada pela instauração de uma monarquia independente.

O início do Brasil Império foi bastante conturbado. Mesmo após a proclamação da independência do Brasil, o imperador buscava assegurar os interesses de Portugal e conter a fragmentação do território.

O Brasil era composto por grupos conservadores e liberais. O abolicionismo e a liberdade econômica eram temas que despertavam intensos debates.

  • A Constituição do Brasil Império

Em 1823, D.Pedro I iniciou a formação de uma Assembleia Constituinte para a elaboração de uma nova constituição para o país.

Entretanto, a Assembleia foi dissolvida por conter termos que limitavam os poderes de D. Pedro I.

Com isso, a Constituição de 1824 foi outorgada no mês de março. Foi a primeira constituição do país. Ela possuía um caráter centralizador, dando plenos poderes ao imperador e concentrando a atividade política para a classe privilegiada.

  • A abdicação de D. Pedro I

A abdicação de D. Pedro I ocorreu em um contexto de agitação social no país. Episódios como a Confederação do Equador e a Guerra da Cisplatina, contribuíram para o enfraquecimento da imagem do imperador no país.

Após a vinda da família real, foi criado o Partido Brasileiro (informalmente), composto por latifundiários e comerciantes.

Durante a crise do Primeiro Reinado, esse partido ocupou o papel de oposição ao imperador. Ao mesmo tempo, o Partido Português apoiava D. Pedro I.

Em março de 1831, ocorreu o episódio conhecido como a Noite das Garrafadas. Após viajar pelas províncias do país, os portugueses organizam uma recepção ao imperador.

D. Pedro I foi recebido pelos portugueses residentes no Rio de Janeiro com homenagens. Essa atitude não agradou os brasileiros, que reagiram jogando garrafas.

Além das crises sociais vividas pelo Brasil, Portugal também vivia uma profunda crise após a morte de D. João VI, que envolvia a sucessão do trono português.

Todo esse contexto resultou na abdicação de D. Pedro I ao trono do Brasil, no dia 7 de abril de 1831. O imperador volta para Portugal e deixa seu filho de apenas 5 anos como sucessor do país.

As Regências (1831–1840)

O Período Regencial envolveu momentos de profunda tensão política. De acordo com a Constituição de 1824, só poderia ocupar o cargo de imperador alguém maior de 18 anos de idade.

D. Pedro II tinha apenas 5 anos quando seu pai, D. Pedro I, voltou para Portugal. Dessa maneira, até ele alcançar a maioridade determinada pela Constituição para assumir o cargo de imperador, o país foi comandado por quatro regências. Foram elas:

  • Regência Trina Provisória (1831)
  • Regência Trina Permanente (1831–1835)
  • Una de Feijó (1835–1837)
  • Una de Araújo Lima (1837–1840)

Durante esse período, o Brasil vivenciou diversas rebeliões regenciais que ameaçaram a unidade do país. Foram elas:

Concomitante às revoltas, houve uma estruturação das Forças Armadas para garantir a unidade do território nacional.

Durante esse período, dois partidos políticos centralizaram as discussões em torno da política do país, o Partido Liberal e o Partido Conservador.

Ambos ocuparam o poder durante o Período Regencial. O Golpe da Maioridade marcou o final desse período.

Viam na antecipação da maioridade de D. Pedro II a solução para a luta entre os partidos políticos e para os conflitos nas províncias.

Acreditavam que o país precisava de uma figura central para manter a ordem nacional. Assim, D. Pedro II ocupa o trono com 14 anos.

Segundo Reinado

O Segundo Reinado é considerado o período de maior estabilidade política no período do Brasil Império.

D. Pedro II manteve o equilíbrio entre o partido liberal e o conservador e aparelhou as instituições públicas com aliados políticos.

Foi uma fase marcada pela modernização do país, com a construção de estradas de ferro, de um pequeno trecho de telégrafo elétrico e de um sistema de gás para a iluminação pública. Esses foram os feitos modernizantes mais marcantes dessa fase.

Esse período foi marcado pelo início do processo de industrialização do país, centrada na figura do Barão de Mauá, o responsável por inaugurar a primeira estrada de ferro do Brasil. O período dos seus investimentos no país ficou conhecido como Era Mauá.

D. Pedro II no poder marcou o florescimento das artes como um todo (teatro, arquitetura, literatura, e artes visuais).

  • Economia e sociedade no Segundo Reinado

O café foi a principal atividade econômica durante o Império. As plantações de café se concentravam na Região Sudeste e se tornou a atividade responsável pelo surgimento da aristocracia durante o Segundo Reinado.

A abolição do trabalho escravo em 1888, provocou uma profunda crise nas zonas cafeeiras. O trabalho escravo teve que ser substituído pelo assalariado, o que gerava gastos aos grandes latifundiários.

Por isso eles compuseram o setor que mais se posicionou contra a abolição da escravatura.

Já em relação à indústria, os anos de 1850 a 1860 ficaram conhecidos como a Era Mauá. A atuação do empresário Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, foi a grande responsável pelas mudanças industriais ocorridas no Brasil.

Ele investiu nas estradas de ferro, em companhias de navegação e companhias de gás.

Crise do império

O fim do período imperial foi marcado por uma profunda crise e instabilidade política. Três questões marcaram o fim do Império:

  1. Questão escravocrata: a campanha abolicionista desse período causou grande insatisfação nas elites econômicas que sustentavam suas produções por meio do trabalho escravo;
  2. Questão religiosa: a relação do governo imperial com a Igreja Católica estava abalada;
  3. Questão militar: ocorreram diversos embates entre a monarquia e o exército após a Guerra do Paraguai.

A partir das tensões ocorridas entre o exército e o governo imperial, vários militares aderem à campanha republicana.

Com isso, no dia 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca depõe a monarquia e proclama a República no Brasil.

Bandeira do Brasil Império

A bandeira do Brasil Império era a seguinte:

Bandeira do Brasil Império
Bandeira do Brasil Império

Hino do Império do Brasil

Vejamos a letra do Hino do Império do Brasil (Hino da Independência do Brasil):

Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil

Parabéns, ó Brasileiros
Já com garbo juvenil
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil

Saiba mais em:

PUBLICIDADE

você pode gostar também

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More