O que foi o Apartheid?

O Apartheid foi um regime de segregação racial ocorrido na África do Sul durante o século XX.

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O termo Apartheid se refere ao regime de segregação racial ocorrido na África do Sul entre 1948 e 1994.

Com a ascensão do Partido Nacional, uma política racial que privilegiava a minoria branca que detinha o poder econômico e político do país passou a vigorar.

Composto pela elite branca, o Partido Nacional ditava regras que deveriam ser rigorosamente obedecidas pelo restante da população — imensa maioria negra.

Tal realidade se modificou a partir da ascensão de Nelson Mandela ao poder, em 1994, momento em que o regime segregacionista teve seu fim.

O que foi o Apartheid – Resumo

A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a ascensão do Novo Partido Nacional ao poder.

O regime viveu um fortalecimento entre as décadas de 1960 e 1970, e, consequentemente, uma intensa oposição se fez presente.

O Partido investiu em um sistema de repressão e vigilância com o intuito de manter seu governo e os ideais de superioridade racial branca.

Os casamentos entre pessoas brancas e negras eram proibidos assim como as relações sexuais, que, caso descobertas, os indivíduos envolvidos eram punidos com prisão.

Somente a elite branca ocupava os altos cargos do governo e do parlamento. Do mesmo modo, as terras produtivas estavam sob o seu domínio.

Já os negros eram a mão de obra barata nas indústrias, minas e fazendas. Eles não podiam circular livremente pelo país, sendo controlados por inúmeros documentos de identificação, salvo-condutos e passes.

A burocracia foi a forma encontrada pelos dirigentes africanos de controlar a circulação de mulheres e homens negros pelo país.

A política de segregação racial se fez presente nos mais variados espaços de convivência da África do Sul. Os pontos de ônibus e os transportes públicos eram separados pela cor da pele.

Os parques, as praças e as praias também delimitavam os locais de acesso da população negra, assim como as bibliotecas, restaurantes, bares e bebedouros. Enfim, todos os ambientes foram marcados pela crueldade da segregação racial.

Apartheid

Os sul-africanos não aceitaram passivamente tais medidas. Eles reagiram de maneiras variadas, o que desencadeou na formação da União Sul-Africana.

Os negros passaram a ter a sua principal organização de representação com a criação do Congresso Nacional Africano (ANC), no início do século XX.

Nos anos de 1920, foram promovidas greves com a adesão de mais de 40 mil mineiros em toda a África do Sul. Na década de 1940, foram organizadas mais de 40 greves que contaram com a participação de mais de 60 mil pessoas.

No entanto, com a ascensão do Apartheid, a resistência pacífica foi deixada de lado, dando espaço para movimentos armados liderados por Nelson Mandela (1918–2013).

O Massacre de Shaperville (1960) foi marcado por um protesto contrário à Lei que obrigava os negros sul-africanos a usarem uma caderneta que delimitava os locais que eles poderiam frequentar.

O episódio contou com a participação da polícia que atirou em um grupo de cinco mil pessoas. Foi o estopim para o início da resistência.

Em 1976, a polícia reage de forma violenta contra um protesto de estudantes em Joanesburgo. Nesta repressão, cerca de 600 manifestantes foram mortos e 13 mil prisões foram decretadas.

O líder do movimento, Steve Biko, foi torturado e morto. Tal ação sul-africana foi duramente criticada e o país começou a sofrer pressões por parte da Organização das Nações Unidas (ONU). Assim, a década de 1980 é marcada por um descrédito mundial que fez a África do Sul perder altos investimentos.

Nelson Mandela foi a principal referência da luta contra o Apartheid. Ele foi preso em 1962 e, em 1964, foi condenado à prisão perpétua. Ele ficou detido até 1990.

Apartheid
No cartaz está escrito: Liberdade para Mandela

Após a sua libertação, ele foi eleito presidente da África do Sul em 1994, marcando o fim da legalidade da segregação racial no país.

Apartheid
Nelson Mandela

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