Chapada Diamantina

Se você é um amante da natureza, saiba tudo sobre esse paraíso localizado no coração da Bahia.

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Um dos principais cartões postais do Brasil é, sem dúvida, a Chapada Diamantina. Situada no coração da Bahia, mais precisamente no centro do Estado, é considerada por muitos como um oásis brasileiro em meio ao clima árido do sertão nordestino

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), recebeu esse nome devido a prática exploratória de diamantes no período do ciclo do minério, em meados do século XVII. 

É constituída por dezenas de municípios, contabilizando um total de quase 40 mil km² de área territorial. Suas características geológicas são resultado de bilhões de anos, provocado pelas ações do vento, das chuvas e dos rios que cortam os vales e as montanhas.

Características da Chapada Diamantina: relevo, rios e principais cidades

A Chapada Diamantina é uma região de serras que integra a unidade geológica conhecida como a “Serra do Espinhaço”. Sua altitude média varia entre 800 e 1.200 metros acima do nível do mar.

Em dados geográficos, representa 7% de todo o território da Bahia, em uma área que se aproxima dos 38.000 km². 

Divide as águas entre a bacia do rio São Francisco e os suas nascentes: como a do rio de Contas, Jacuípe e Paraguaçu, dos quais deságuam no oceano Atlântico. 

Alguns rios têm coloração avermelhada em razão da alta concentração de ácido húmico, oriundo da decomposição de matéria orgânica vegetal do lugar. 

Em sua estrutura, há a predominância de morros, vales, planícies e serras. Seu ponto mais alto é o Pico do Barbado a 2.003 metros de altitude. 

As principais cidades que compõem e fazem parte da região são: a cidade Lençóis, como sendo porta de entrada e a mais estruturada para receber turistas, o distrito de Xique-Xique do Itagu (Cidade de Pedra), com suas ruínas da época do garimpo e Mucugê, com as práticas de ecoturismo em cachoeiras, cânions e cavernas.  

Vista da cidade de Lençóis, localizada aos pés da Chapada Diamantina. Foto: Tarciso Albuquerque.

Geologia da Chapada Diamantina

A geologia da Chapada Diamantina é formada majoritariamente por rochas sedimentares (silte, argila, seixos) que datam de bilhões de anos. 

Sua formação aconteceu por forma esturiana (sedimentos provenientes de rios e oceanos), fluvial (sedimentos trazidos por pequenos rios e córregos), aluvial (sedimentos formados por processos de inundação e fortes enxurradas) e glacial (sedimentos formados durante o longos períodos de congelamento do planeta).

Outro tipo de formação rochosa presente na chapada provém das placas tectônicas. Isso se dá graças aos processos de subducção, que é quando uma placa tectônica é empurrada para baixo da outra, e durante os soerguimentos, processo caracterizado pelo impulso das placas para cima.

Por ter tido sua origem há mais ou menos 3 bilhões de anos atrás, a chapada é um dos lugares mais antigos geologicamente do planeta. 

Acredita-se que sua formação tenha acontecido devido ao fenômeno conhecido como “distensão tectônica”, que a separou de Gonduana, parte sul da primeira grande massa continental (Pangeia).

Rochas vulcânicas também podem ser encontradas na Chapada Diamantina, além da sílica e do quartzo. 

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Cânion do Buracão, Chapada Diamantina.

Vegetação e clima da Chapada Diamantina

A região conta com domínios morfoclimáticos (combinação e união de um conjunto de elementos da natureza, como vegetação, clima e relevo, na formação de uma paisagem). 

Sua vegetação é composta principalmente de campos rupestres, mais rasteira, com predominância de afloramentos rochosos. Além da presença de espécies da caatinga semi-árida (parecida com a Savana) e floresta serrana. É extremamente rica em relação aos ecossistemas, chegando a superar até mesmo a Floresta Amazônica.  

Destacam-se entre as variedades de espécies de plantas as bromélias, orquídeas, a chamada sempre-viva-de-mucugê e a canelas-de-ema.

Sobre o clima, apresenta clima semi-árido com apenas duas estações climáticas, sendo a quente e úmida (entre os meses de abril a novembro), além do período seco e fresco (que vai de maio a outubro).

Sobre a fauna, o destaque fica por conta das mais de 300 espécies de aves, como por exemplo o beija-flor-gravatinha-vermelha, exclusivo da região. Encontra-se também outros animais das classe dos mamíferos e répteis, como onças, jiboias, sucuris, veados, capivaras, preás, peixes.

Campo de sempre-viva-de-mucugê. Foto: Euvaldo.
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Espécie do beija-flor-gravatinha-vermelha

Principais pontos turístico da Chapada Diamantina

Fundado em 1985, com o intuito de preservação do ecossistema, o Parque Nacional da Chapada Diamantina demarca uma área de 1520 km², que engloba uma grande quantidade de cachoeiras, morros, cavernas, serras, grutas e vales, sendo os mais visitados e conhecidos:

Cachoeira da Fumaça: Considerada como sendo uma das maiores cachoeiras do Brasil, chega a atingir 400 metros de queda d’água em meio a paredões rochosos milenares. Pode ser visitada tanto por cima quanto por baixo. 

Cachoeira_da_fumaça
Cachoeira da Fumaça, Chapada Diamantina BA.

Poço Encantado: Apesar da profundidade que varia entre os 20 e 60 metros, o chamado Poço Encantado possui águas cristalinas que, ao bater do sol, revelam uma cor azul radiante. Essa limpidez acontece graças à presença de carbonato de sódio, agindo como filtro e purificador da água.

Poço Encantado, Chapada Diamantina BA.
Gruta-Lapa-Doce
Entrada da Gruta Lapa Doce, Chapada Diamantina BA.

Gruta Lapa Doce: De fácil acesso, a gruta faz parte de um sistema de 42 km de caverna, dos quais apenas 850 metros são abertos para visitação. O percurso começa com uma trilha íngreme que dá acesso direto à entrada da gruta. Lá, o turista encontra formações rochosas de estalagmites, espeleotemas e estalactites, formadas há milhares de anos. 

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