Celebrado todos os anos em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher levanta questões importantes na sociedade, como as lutas e conquistas femininas.
Seja por meio de narrativas escritas ou por obras audiovisuais, muitas mulheres fazem e fizeram história no Brasil e no mundo.
Preservar a história delas e refletir sobre os diferentes papéis que assumem é fundamental para compreender o caminho percorrido até aqui.
Roteirizados, filmados e editados, os filmes da nossa lista dão vida a personagens femininas marcantes. Animação, ação, comédia, drama, ficção científica, suspense, independente do gênero, eles servem de inspiração para crianças, adolescentes e adultos sobre a importância da figura feminina.
Confira a lista de 12 filmes para assistir no Dia Internacional das Mulheres!
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A Cor Púrpura (1985)
A Cor Púrpura relata a vida difícil de Celie, da sua adolescência até a vida adulta. O filme narra as agressões que sofria de seu pai, além da gravidez que teve antes da esterilidade.
A personagem negra é tratada hora como escrava e hora como companheira pelo seu marido. O seu sofrimento é compartilhado nas cartas, até se rebelar com as condições, isso em um período em que as mulheres negras eram vistas como cidadãs menores.
Frida (2002)
Frida é uma cinebiografia da pintora mexicana Frida Kahlo. Na história, é retratado o casamento conflituoso com Diego Rivera, o caso com Leon Trotsky, assim como suas lutas e superações.
Considerada um dos maiores nomes do feminismo, o título alcançou seis indicações aos Oscar de 2003. Dessas, venceu duas categorias: a de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Maquiagem e Penteados.
Olga (2004)
O longa-metragem Olga narra a vida de uma judia alemã e ativista do comunismo, Olga Benário Prestes.
Destinada a União Soviética, ela é treinada para guerrilha e possui reconhecimento no Partido Comunista, quando conhece o seu futuro marido, Luís Carlos Prestes.
Luís Carlos Prestes é um dos mais importantes líderes comunistas brasileiros. No ano de 1934, ao retornar ao Brasil, Olga é nomeada para escoltá-lo. Unidos, na vida e na política, eles se organizam para derrubar o governo de Getúlio Vargas.
Thelma & Louise (1991)
Um filme da década de 1990, com Thelma e Louise como protagonistas, o enredo relata a aventura de duas amigas.
Thelma & Louise, mulheres cansadas da monotonia cotidiana, abdicam de suas vidas e pegam a estrada, numa viagem emocionante. Porém, se envolvem em um crime e passam a ser perseguidas pela polícia americana.
Uma curiosidade é que as protagonistas se auto consideram donas da primeira selfie do mundo cinematográfico.
Histórias Cruzadas (2011)
Na década de 1960, no Mississipi, Skeeter é uma garota que retorna a sua cidade desejando ser escritora.
As suas atividades como tal começam quando ela passa a entrevistar as mulheres negras, que precisaram abdicar de suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte.
Histórias Cruzadas possui o enredo impactante. É de emocionar e fazer refletir.
A Hora Mais Escura (2012)
https://www.youtube.com/watch?v=bmi3EQOwlTE&feature=emb_logo
Com direção de uma mulher, Kathryn Bigelow, até então a única mulher a receber o prêmio do Oscar por melhor direção, A Hora Mais Escura possui como protagonista Maya, uma agente da CIA.
No papel, inspirado em uma agente real, Maya descreve a trajetória de uma década da inteligência americana em busca de Osama bin Laden.
A obra recebeu cinco indicações ao Oscar de 2013, entre elas Melhor Atriz e Melhor Filme.
Valente (2012)
A protagonista de Valente, Merida, é uma jovem princesa diferente das comuns, pois é livre e independente. No entanto, a sua família almeja que ela siga o caminho semelhante as princesas populares, organizando uma competição para que os príncipes conquistem o seu coração.
No decorrer da obra há muitos conflitos, mas o filme apresenta um novo conto de fadas, em que a princesa não necessita de um príncipe encantado.
As Sufragistas (2015)
As Sufragistas narra o início do movimento feminista durante o século XX, na Inglaterra. Na obra são destacadas a luta pelo direito ao voto e pela igualdade, bem como os métodos de repressão do período.
Com uma característica teórica, esse longa-metragem é uma aula de história sobre o importante movimento social.
Malala (2015)
https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=yBKmxuOuZmY&feature=emb_logo
Malala é outra obra biográfica sobre a jovem ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, que luta em prol da educação de mulheres.
Exemplo de coragem e superação, com apenas 15 de idade a garota sofreu uma tentativa de homicídio, na qual ela foi baleada na cabeça pela milicia Talibã. Tudo isso é narrado no documentário.
Depois disso, Malala foi levada ao Reino Unido e passou por um procedimento cirúrgico. Sobrevivente, tornou-se um símbolo da luta pelo cumprimento dos Direitos Humanos. Não é à toa que em 2014 foi consagrada com o Prêmio Nobel da Paz.
Que Horas Ela Volta (2015)
Um dos grandes representantes do cinema nacional, Que Horas Ela Volta? é mais um filme que traz na direção o nome de uma mulher, Anna Mulayert.
A obra é protagonizada por Regina Casé, interprete do papel de uma empregada doméstica, que trabalha em uma casa de família para proporcionar melhores condições a sua filha.
Retratando dois lados, o da emancipação feminina e também a transferência do trabalho doméstico para uma outra mulher, o enredo apresenta diferentes desigualdades da sociedade.
O filme levou sete troféus no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2016, e Prêmio Ariel de Melhor Filme Ibero-Americano, em 2017.
Estrelas Além do Tempo (2016)
O filme inspirado em fatos narra o protagonismo de três mulheres negras em um período de racismo e dominação masculina.
O enredo está alicerçado na vigência da Guerra Fria, quando a União Soviética e os EUA lutam pela supremacia na corrida espacial. Aliado a isso, a sociedade norte-americana precisava encarar a cisão de brancos e negros, presentes também na NASA, onde as amigas trabalhavam.
Mulher-Maravilha (2017)
Mulher-Maravilha é o primeiro filme de super-heróis com uma protagonista mulher. A narrativa fala de Diana, treinada desde nova para ser uma guerreira invencível.
Um dos grandes títulos da DC Comics, a obra também possui como direção uma mulher, Patty Jenkins, uma grande conquista para as mulheres no mundo da sétima arte.
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