Gripe espanhola

A gripe espanhola provocou uma das maiores pandemias da história da humanidade, matando milhares de pessoas ao redor do mundo.


O que foi a gripe espanhola? A gripe espanhola foi uma doença que atingiu todo o mundo, causando uma pandemia. Desenvolvida a partir da mutação do vírus influenza, a gripe espanhola viveu seu pico no ano de 1918, por isso, ela também é conhecida como Gripe de 1918.

O número de mortos por essa gripe sofre algumas variações. Há estudiosos que afirmam que ela tenha matado de 17 a 50 milhões de pessoas, e existem outros que defendem que a gripe espanhola tenha sido fatal para 100 milhões de vítimas ao redor do mundo.

Ainda hoje ela é vista como uma das epidemias que mais causaram óbitos em todo o mundo. No Brasil, ela provocou a morte de cerca de 35 mil pessoas.

Origem da gripe espanhola

É importante destacar que existem algumas suposições sobre a origem da gripe espanhola.

Primeira suposição

O acampamento hospitalar localizado na França durante a Primeira Guerra Mundial foi considerado o centro da gripe.

Em 1917, médicos patologistas reconheceram a existência de uma nova doença com alto poder de letalidade, que, pouco tempo depois, foi identificada como uma gripe.

A superlotação do hospital, que atendia feridos de guerra, e do acampamento foi a condição ideal para a transmissão do vírus.

Estima-se que cerca de 100 mil soldados transitavam pelo acampamento diariamente.

Segunda suposição

Há pesquisadores que apontam que a primeira onda da epidemia ocorreu nos Estados Unidos, que já tinha ao menos, 14 campos militares infectados pelo vírus respiratório, ainda em 1917.

Em 2003, um historiador concluiu que a gripe espanhola surgiu no Kansas, EUA.

Já em 2018, outro pesquisador norte-americano afirmou que o vírus tinha se originado em solo estadunidense, mas este estudo não foi conclusivo.

Terceira suposição

Em 1993, um pesquisador concluiu que o vírus respiratório havia surgido na China e sofrido mutação nos Estados Unidos.

Dos EUA, o vírus se alastrou para a França e, então, para os campos de batalha da Europa, durante a Primeira Guerra Mundial.

De acordo com o pesquisador, os soldados e marinheiros que combateram na Primeira Guerra foram os principais propagadores da doença.

No entanto, existem evidências que apontam que o vírus já estava presente em solo europeu desde antes da pandemia.

É fundamental destacarmos que existem outras hipóteses que apontam a origem da gripe espanhola.

História da gripe espanhola

A história da gripe espanhola se relaciona diretamente com a Primeira Guerra Mundial (1914–1918), por acreditarem que as primeiras pessoas que contraíram o vírus foram os combates do enfrentamento.

Além disso, deduz-se que o pico da doença tenha sido em 1918, último ano da guerra.

Há indícios que apontam que o vírus se alastrou a partir da convivência dos soldados nos acampamentos.

A informação que se tem é que a gripe espanhola tinha um alto poder de contágio e de letalidade.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, a gripe espanhola teve três grandes ondas.

A primeira, nos Estados Unidos em 1918, considerada suave, ocorreu em um campo de treinamento para a Primeira Guerra.

A segunda ocorreu a partir da disseminação do vírus para outros continentes, e, voltando aos Estados Unidos, matou milhares de pessoas.

A terceira onda foi mais amena, tendo ocorrido no início de 1919.

Existem várias estimativas sobre a quantidade de mortes que o vírus respiratório tenha causado.

Um estudo de 1991 apontou que foram entre 25 a 39 milhões de vítimas. Outra pesquisa, em 2005, afirmou a ocorrência da morte de cerca de 50 milhões de pessoas.

Em 2018, um estudo divulgou que a gripe espanhola causou 17 milhões de mortes. Seu resultado foi contestado.

Durante o período de sua ocorrência, a população mundial era cerca de 1,8 a 1,9 bilhões de pessoas. Nesse sentido, as estimativas sugerem que 1% a 6% da população total do mundo tenha morrido em decorrência da gripe espanhola.

Sintomas da gripe espanhola

Entre os principais sintomas da gripe espanhola estavam:

  • Febre alta
  • Dores no corpo
  • Dificuldade respiratória

Após as primeiras manifestações da doença, os pulmões ficavam comprometidos com a presença de líquidos e a circulação sanguínea se enfraquecia.

Em decorrência da má circulação do sangue e da ausência de oxigênio, os infectados ficavam com a pele escurecida e seu quadro evoluía para uma hemorragia que atingia alguns órgãos, como o estômago e o intestino.

Gripe espanhola no Brasil

Há indícios que apontam que a gripe espanhola chegou ao Brasil no mês de outubro de 1918, por meio de um navio inglês que fez parada em três cidades: Recife, Santos e Rio de Janeiro.

Outra hipótese indica que a doença tenha se alastrado através dos soldados brasileiros que combateram na Primeira Guerra Mundial.

De todo modo, o que se tem conhecimento é que em outubro de 1918, as ruas das cidades brasileiras ficaram desertas devido à paralisação das atividades culturais e comerciais.

A capital paulista presenciou corpos de defuntos nas ruas da cidade. Já a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, viu a necessidade de construir outro cemitério para sepultar mais de mil mortos.

O Rio de Janeiro foi o estado mais atingido, com quase 13 mil vítimas fatais só na capital fluminense.

Gripe espanhola
Arquivo S – Gripe Espanhola

O vírus da gripe espanhola atingiu todas as camadas da sociedade brasileira. Rodrigues Alves, presidente do Brasil reeleito em 1918, não tomou posse do cargo, pois morreu de gripe espanhola em 1919.

Consequências

Vejamos algumas das consequências da gripe espanhola:

  • Um número considerável dos profissionais da saúde e dos coveiros contraíram o vírus, o que acabou dificultando o tratamento dos infectados e os enterros;
  • Milhares de mortes ao redor do mundo;
  • Redução da renda;
  • Fechamento de comércios;
  • Diminuição da escolaridade da população;
  • Aumento do número de pessoas com incapacidade física.

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