Império Carolíngio

O Império Carolíngio foi uma extensa região comandada por Carlos Magno durante a Idade Média.

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O Império Carolíngio possuiu esse nome em homenagem a Carlos Magno, seu imperador. Este império originou a sociedade feudal, além de ser o responsável pela propagação do cristianismo no continente europeu.

Império Carolíngio – Resumo

Carlos Magno conseguiu reunificar uma extensa parte do que havia sido o Império Romano do Ocidente. Mesmo não possuindo uma unidade administrativa e cultural, o Papa Leão III, coroou Carlos Magno como imperador dos romanos, em 800.

Tal ação legitimou o poder de Carlos Magno e utilizou suas conquistas como o renascimento do antigo Império Romano. Assim, seu dever passou a incluir a proteção da Igreja e difusão da fé cristã por todo o território.

Durante esse período, o papel da Igreja Católica foi reforçado. As riquezas obtidas através das conquistas eram empregadas na construção de monastérios e igrejas, responsáveis por evangelizar as regiões conquistadas.

A unificação do território promoveu o desenvolvimento das zonas rurais e o aumento da população. A recuperação econômica e a unidade política incentivaram a educação e a cultura. Tal movimento ficou conhecido como Renascimento Carolíngio.

Visando promover a educação e a cultura, Carlos Magno contratou os maiores sábios da época. Além disso, ele promoveu:

  • Uma reforma da escrita
  • Criou escolas
  • Encorajou o estudo do latim
  • Criou centros culturais

O principal objetivo do imperador era manter uma administração centralizada, visando garantir a unidade territorial. Com isso, o Império foi dividido em:

  • Ducados: administrados por um duque
  • Condados: administrados por um conde
  • Marcas: administradas por marqueses e duques

Os duques, condes e marqueses eram nobres locais que tinham a responsabilidade de gerir os territórios que estavam sob seus cuidados.

Após a morte de Carlos Magno, em 814, o governo foi transferido para seu filho Luís, o Piedoso, que manteve a política do pai.

Contudo, após a morte de Luís, seus descendentes começaram a disputar pelos domínios do Império, enfraquecendo sua unidade. Assim, Lotário, Luís e Carlos conflitaram pela sucessão do trono.

A disputa só teve fim com a assinatura do Tratado de Verdun, no ano de 843. O documento determinava a separação do território em três domínios. Com isso, o Império Carolíngio foi de fato fragmentado.

Mesmo não conseguindo manter a unidade política, a experiência carolíngia deixou raízes. Durante a Dinastia Carolíngia, a Igreja Católica fortaleceu o seu poder, a partir da conversão de grande parte da população do continente europeu ao cristianismo.

Os carolíngios possibilitaram que a Igreja possuísse uma estrutura doutrinária e material sólida, capaz de influenciar toda a Europa nos séculos que se seguiram.

Características do Império Carolíngio

Vejamos as principais características do Império Carolíngio:

  • Distribuição de terras entre nobres leais à realeza
  • Regionalização do poder
  • Administração itinerante da Corte
  • Fortalecimento dos laços de servidão
  • Desenvolvimento rural e agrícola: base da economia
  • Criação de mosteiros, escolas e catedrais
  • Estímulo às artes

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