A Lenda do Lobisomem

A ideia de um híbrido homem-lobo existe há pelo menos três milênios e está cada vez mais firme no imaginário popular.

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O monstro foi popularizado pelos filmes do Universo Cinematográfico dos Monstros da Universal; pelo romance Drácula, de Bram Stoker; pelo Lobisomem Americano em Londres (1981); e por tantos outros filmes, livros e jogos da cultura pop.

A lenda se integrou ao folclore brasileiro e não é raro encontrar pessoas que acreditem na fera. Há até quem afirme que existe uma justificativa científica para a criatura metade humana metade lupina – as doenças e condições genéticas de porfiria, hipertricose e raiva são as mais comuns.

História

As primeiras menções de homens-lobo datam da mitologia proto-indo-europeia (4000 a 1000 antes de Cristo). Esse conceito foi incorporado pelas culturas pagãs europeias, em especial pelas tribos germânicas, que associaram a criatura à classe dos guerreiros.

Na Grécia Antiga, o mito de Lycaon fixou a palavra “licantropo” como sinônimo de lobisomem e ajudou a espalhar a ideia do monstro meio humano. Diversos outros mitos na antiguidade clássica mantiveram a lenda, como os perpetuados pelo poeta Virgílio e pelo livro Satyricon.

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Entretanto, foi entre o fim da idade média e o início da idade moderna que os lobisomens se tornaram mais parecidos como os que conhecemos hoje pela cultura popular.

Com a Caça às Bruxas os lobisomens foram definitivamente associados à heresia e ao estado selvagem pré-cristão. Mesmo em um dos primeiros julgamentos de bruxas, em 1428, na cidade de Valais, Suíça, houve a execução de acusados de licantropia.

A lenda no Brasil

Trazido de Portugal, no Brasil o lobisomem tem diversas versões. A mais corrente reza que o sétimo filho em uma sequência de filhos do mesmo sexo será um lobisomem. Outra diz que atravessar uma encruzilhada à meia noite é capaz de transformar uma pessoa. Mais uma afirma que a condição é transmissível pela mordida.

Em algumas regiões a lenda do lobisomem adquire traços de conto preventivo, afirmando que os bebês não batizados podem se tornar licantropos, ou que aquele que blasfemar rezando ao contrário pode virar o monstro. Todas as versões concordam que as criaturas são vulneráveis a prata e fogo.

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