Governo Hermes da Fonseca (1910-1914)

O governo Hermes da Fonseca se caracterizou pela valorização do café e pela Política das Salvações.

Hermes da Fonseca foi o oitavo presidente do Brasil, tendo governado o país entre os anos de 1910 e 1914, com um governo marcado pela Política das Salvações e pela valorização do café.

Hermes da Fonseca era sobrinho do marechal Deodoro da Fonseca, responsável pela Proclamação da República e primeiro presidente do país.

Além disso, ele participou do movimento que resultou na queda da monarquia e na proclamação da República como comandante do 2° Regimento de Artilharia Montada.

Biografia de Hermes da Fonseca

Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu no dia 12 de maio de 1855, na cidade de São Gabriel, interior do Rio Grande do Sul.

Oriundo de uma família de oficiais do exército, seu pai era o marechal Hermes Ernesto da Fonseca e seu tio era o marechal Deodoro da Fonseca.

Aos 16 anos iniciou seus estudos na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Lá, teve aulas com Benjamin Constant, discípulo de Augusto Comte, pai do positivismo.

Durante o Brasil Império, ele trabalhou como ajudante do marido da princesa Isabel, conde d’Eu. Após a proclamação da República, Hermes da Fonseca passou a assumir o posto de secretário militar, se destacando no comando das tropas durante a Segunda Revolta da Armada.

Em 1904, sufocou a Revolta da Vacina e foi promovido a marechal pelo presidente do Brasil, Rodrigues Alves. A partir de então, Hermes ocupou diversos cargos públicos até ascender a chefe no Ministério da Guerra.

Ao retornar ao país após uma viagem à Alemanha, Hermes da Fonseca foi escolhido para suceder o presidente Nilo Peçanha.

Apoiado por parte das oligarquias estaduais — com exceção da Bahia e São Paulo — Hermes da Fonseca foi eleito presidente da República, e Venceslau Brás venceu como vice.

As oligarquias de São Paulo e Bahia optaram por apoiar Rui Barbosa que viajou por todo o país realizando comícios em busca de votos.

A disputa entre Hermes da Fonseca e Rui Barbosa pela presidência do país foi a primeira campanha eleitoral que ocorreu a partir de um clima quente de disputa política.

Governo Hermes da Fonseca

O governo Hermes da Fonseca ficou marcado pela valorização do café e pela Política das Salvações, uma política que tinha o objetivo de promover intervenções militares nos estados, destituindo os governadores que representavam os interesses das grandes oligarquias.

Na teoria, tal medida foi tomada visando acabar com a corrupção no país e consolidar o regime republicano. Contudo, as intervenções serviam para centralizar o poder nas mãos do presidente, que era o responsável por escolher os governadores.

Como resultado, ocorreram várias revoltas na Região Nordeste, local que mais sentiu os impactos da intervenção em razão da quantidade de interventores.

Uma das revoltas que ocorreram foi a Revolta de Juazeiro, liderada por padre Cícero, que tinha o intuito de acabar com a interferência do executivo federal na política estadual.

Este levante atingiu grandes proporções ao ponto de as tropas do exército recuarem. Entretanto, outros levantes ocorreram e foram duramente reprimidos, como o que resultou no bombardeio da capital baiana, Salvador.

Outro importante evento que marcou o governo Hermes da Fonseca foi a Revolta da Chibata, que ocorreu logo no início de seu mandato, em 1910.

O objetivo desta revolta era acabar com os castigos físicos cometidos contra os marinheiros negros e protestar contra as péssimas condições de trabalho vividas por essa classe.

Além disso, seu governo foi marcado pela Guerra do Contestado ocorrida no Sul do país. Esse conflito deveu-se à construção de uma ferrovia que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul, desapropriando milhares de pessoas, deixando-as em condições precárias de vida.

Outras características importantes do governo Hermes da Fonseca foram a construção de escolas técnicas, de estradas de ferro e o estabelecimento do uso da faixa presidencial.

Fim do governo Hermes da Fonseca

O fim do governo Hermes da Fonseca ocorreu no tempo previsto, em 15 de novembro de 1914. O sucessor do posto presidencial foi seu vice, Venceslau Brás, eleito pelo voto popular.

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