Por que há tão poucos casos de coronavírus na África?

Apesar da China, local de origem do coronavírus, ser o principal parceiro comercial da África, o continente possui poucos registros da doença.

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Os estudiosos ainda não compreendem a razão pela qual há poucos casos do novo coronavírus na África, ainda que a China – local em que o vírus se originou – seja o seu principal parceiro comercial, como destaca a publicação NewScientist.

Apesar do número oficial de registros da doença no Egito ter sido elevado de dois para 59, no final de semana de 14 e 15 de março, englobando 33 pessoas que estavam em um cruzeiro pelo Nilo, na África, os números se mantém baixos em relação aos demais continentes.

Na manhã da terça-feira, 10 de março, eram 95 casos oficiais no continente africano. Porém, os números aumentaram. No sábado, 14 de março, chegou a 23 o número de países com centenas de casos confirmados.

E em grande parte, as transmissões ocorreram por contato com turistas que trouxeram o vírus, segundo as autoridades de saúde.

A propagação do vírus na África é assustadora por conta da deficiência do sistema de saúde e por todos os problemas de saúde pública já existentes no território, tais como o HIV, a malária, a tuberculose.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem se empenhado para fortalecer a capacidade dos países africanos em testar o vírus, assim como capacitar os profissionais de saúde para tratar as pessoas contagiadas por ele.

No final de janeiro, apenas a África do Sul e o Senegal contavam com laboratórios para testar o vírus. Atualmente, 37 países possuem capacidade de teste.

Mary Stephen, da OMS, com sede em Brazzaville, na República do Congo, considera a contagem de casos como precisa. “Eu não diria que é uma subestimação”, destaca ela.

“Sempre será possível perder casos e isso sempre foi admitido no Reino Unido”, afirma Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido.

Porém, considerada a maior conscientização na África, a carência de mortes vinculadas ao coronavírus no território africano induz não haver ainda grandes surtos, diz ele.

“Se houvesse grandes surtos, da escala que a Itália ou o Irã tiveram, em qualquer lugar da África, eu esperaria que essas mortes estivessem bem acima do radar até agora”.

*Com informações de Exame.

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