Verbo transitivo direto

O verbo transitivo direto liga-se diretamente a seu complemento, sem precisar de preposição.

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Você já ouviu falar ou leu algo sobre transitividade verbal?

Os inúmeros verbos que existem na língua portuguesa são classificados, de acordo com a gramática normativa, como verbos transitivos ou intransitivos. Se forem transitivos, podem ser transitivos diretos, indiretos, ou diretos e indiretos (bitransitivos).

Quando um verbo não carrega em si a ideia completa da ação, é considerado um verbo transitivo, pois ele precisa de outro termo que complemente o seu sentido.

Caso esteja inseguro quanto a essas classificações, continue a leitura, pois nesse artigo estudaremos o verbo transitivo direto e daremos exemplos dos outros casos.

Verbo transitivo direto – Exemplos

O verbo transitivo direto liga-se a seu complemento, o objeto direto, sem auxílio de uma preposição.

Exemplo:

  • O Brasil ama o Carnaval.

“O Brasil” é o sujeito, “amar” é verbo transitivo direto, pois o seu complemento, “o Carnaval”, não precisa estar acompanhado de preposição.

Para descobrir se um verbo é transitivo direto ou se é transitivo indireto, nós nos questionamos acerca do verbo: “amar o quê?” ou “amar quem?”. Como podemos responder a essa pergunta sem colocar nenhuma preposição entre o verbo e o complemento, temos um verbo transitivo direto.

Vejamos outros exemplos:

  • Eu fiz a viagem dos meus sonhos!

Neste caso, “fazer” é verbo transitivo direto. Questão: “fazer o quê?”. Não é necessário acrescentar preposição.

  • Minha amiga tem uma memória péssima.

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“Ter” é verbo transitivo direto, pois “uma memória péssima”, complemento direto, não apresenta preposição.

Para esclarecer melhor, vejamos um exemplo de um verbo transitivo indireto:

  • Vocês não simpatizam com minha família.

“Simpatizar” é verbo transitivo indireto, pois o seu complemento, o objeto indireto, “com minha família”, está devidamente acompanhado da preposição “com”.

Existem situações em que o verbo não precisa só de um, mas de dois complementos: um objeto direto e um objeto indireto. Estes verbos são conhecidos como verbos bitransitivos.

  • Darei uma boa nota aos meus alunos.

Para complementar o sentido do verbo “dar” e não deixar a oração vaga ou incompleta, precisamos responder a duas questões: “dar o quê?” e “dar a quem?”. “Uma boa nota” é a resposta da primeira, um complemento direto, sem preposição. Já a resposta para a segunda questão, “aos meus alunos”, é um complemento de objeto indireto, pela presença da preposição “a”, unida ao artigo “os”, formando “aos”.

Há o caso de verbos que podem ser tanto transitivos diretos, como transitivos indiretos, sem a obrigatoriedade de ocorrer os dois complementos ao mesmo tempo.

Vamos analisar os exemplos abaixo:

  • Frase 1: Escrevi uma carta.
  • Frase 2: Escrevi ao presidente.
  • Frase 3: Escrevi uma carta ao presidente.

“Escrever”, na frase 1, é verbo transitivo direto. O mesmo verbo, na frase 2, é transitivo indireto. Já na frase 3, é verbo transitivo direto e indireto, apresentando complemento de objeto direto e indireto.

Podemos questionar “escrever o quê?” e “escrever a quem?”, mas não temos a obrigatoriedade de responder às duas perguntar para que a oração faça sentido. “Escrevi uma carta” não causa estranhamento, assim como em “Escrevi ao presidente”. No entanto, na frase 3, temos mais informação que na 1 e 2, e nenhuma delas está gramaticalmente errada.

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