Eugène Delacroix

Eugène Delacroix é visto como o principal pintor do movimento do Romantismo. A liberdade guiando o povo (1830) é uma de suas principais obras.

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Ferdinand Victor Eugène Delacroix é tido como um importante pintor francês do século XIX, sendo consagrado como um dos mais relevantes artistas plásticos do romantismo francês.

O seu trabalho ficou conhecido na história da arte por conta da técnica de efeitos óticos e que, depois, foi empregada pelos impressionistas. Mais uma das suas características era o gosto pelo exótico, respingando na escola simbolista.

Biografia de Delacroix

Ferdinand Victor Eugène Delacroix nasceu no dia 26 de abril de 1798, em Charenton-Saint-Maurice.

Fruto de uma família de grande prestígio social, sua mãe, Victorie, tinha descendência de desenhistas de móveis da casa real francesa e seu pai, Charles Delacroix, trabalhava no governo revolucionário.

Contudo, há rumores de que não fosse filho legítimo de Charles e sim do estadista Talleyrand, o que nunca foi confirmado. Porém, ainda jovem, Delacroix recebia auxílio do governo, como se alguém estivesse lhe ajudando às escuras.

Delacroix participava de círculos elegantes, sendo muito cobiçado. Suas telas foram expostas no Salão de Paris e, de forma sintética, a crítica via os seus trabalhos de forma indiferente, mas o governo adquiriu muitos dos seus quadros.

Inclusive, as últimas três décadas de carreira, Eugène Delacroix produziu grandes murais para igrejas e edifícios públicos parisiense.

Aos 65 anos de idade ele veio a óbito, em isolamento voluntário.

Histórico Escolar

Delacroix apresentou talentos musicais quando morava em Bordeaux e, diante disso, o organista da cidade, que era próximo de Mozart, o incentivou a estudar violino. Contudo, logo seu pai morreu, em 1805, e ele teve de retornar a Paris com a família.

Na capital, Eugène foi estudar no Liceu Imperial, alcançando excelente desempenho, principalmente em relação a literatura.

Nas férias, ele ia para a casa dos primos, na Normandia. A residência era uma mansão ligada a uma abadia gótica, a qual impressionava o garoto com as ruínas pitorescas. Logo, entusiasmado pelo tio Henri Riesener, também pintor, iniciou os desenhos. Com ele, visitava constantemente o estúdio de Pierre-Narcisse Guérin, um pintor acadêmico e professor reconhecido.

No ano de 1914, a mãe de Delacroix morreu, o que o abalou muito. Assim, foi residir com a irmã, Henriette, porém, não por muito tempo, já que logo levou toda a família a processos legais dispendiosos, acarretando na falência de todos.

Em 1815, o pintor se inscreveu como aluno no estúdio de Guerín. Um ano depois, Eugène adentrou a Escola de Belas-Artes.

A Escola era tomada por pintores neoclássicos, cujo estudo priorizava modelos em gesso de esculturas gregas e romanas e desenhos naturais, em modelos nus. Nos estudos também estavam desenhos meticulosos e temas edificantes da História Antiga e da mitologia.

Delacroix e o Romantismo

No ano de 1822, Delacroix finalizou sua primeira grande tela e a exibiu no Salão oficial. Era A Barca de Dante, inspirada no Inferno, da Divina Comédia, e que abdicava os tradicionais mitos e heróis gregos.

Barão Gros, um dos pintores queridos de Napoleão, colocou o quadro em uma moldura e, depois, ela foi adquirida pelo Estado e exibida em galerias do Palácio de Luxemburgo.

Aos 24 anos de idade, Eugène deixou a Escola de Belas-Artes com um excelente feito: muita ambição e segurança de seu talento.

Iniciou a escrita de um diário, objetivando examinar suas ideias, incentivos e experiências. Incorporou aos debates artísticos da época e adentrou ao círculo dos escritores do Romantismo.

Os Massacres de Quios, segunda obra de Delacroix a fazer parte do Salão, destaca ainda mais essa preocupação. Ademais, ela inaugura a competição entre os românticos e os discípulos da escola neoclássica.

Contudo, ainda que com muitas críticas, Eugène se manteve indiferente à opinião pública e devoto à inspiração que o trouxera a representar um episódio sangrento de independência da Grécia.

Na ocasião, Gros foi contra ele, intitulando o trabalho como “o massacre da pintura”. Mas, ao mesmo tempo, outros defenderam a obra e a relevância dela para a geração nova de artistas.

Delacroix e Pintura

Nos anos posteriores, o Romantismo esteve em ascensão, e Delacroix foi tido como o principal pintor do movimento, ainda que, de sua parte, tenha uma recusa de aceitação como líder de qualquer escola.

Amante de música, literatura, história e teatro, o artista debruçou-se na efervescência artística e social, lendo inúmeros autores românticos e compartilhando do entusiasmo pelas apresentações do Hamlet de Shakespeare, que movimentavam Paris, durante 1827.

Em 1827, aos 30 anos de idade, expôs a sua terceira obra notória no Salão oficial: A Morte de Sardanáplo. A partir do poema de Byron, a obra retratava a violência e o erotismo, sendo a ruptura entre a crítica conservadora e o artista.

No salão de 1831, levou para a exposição sua tela A Liberdade Guiando o Povo. Criada com euforia para destacar a democracia e enaltecer a revolução do ano anterior, ela teve um resultado positivo.

Edifícios públicos

Decorrente da influência de amigos, Delacroix foi eleito para acompanhar o Conde Charles de Mornay em uma visita ao sultão do Marrocos, em 1832. A comitiva saiu de Tânger e Meknes, percorrendo também a Espanha e a Argélia.

Inclusive, em Marrocos, foi convidado para pintar e decorar edifícios públicos.

Entre 1833 e 1837, ornou o Salão do Rei, do Palácio de Bourbon. Depois, por cerca de nove anos, trabalhou na biblioteca do Palácio do Luxemburgo.

De 1850 a 1851, foi a vez da Galeria de Apolo, no Museu do Louvre. Depois, foram os murais do Salão da Paz, na Prefeitura de Paris e a Capela dos Santos Anjos, da Igreja de Saint-Sulpice, de 1849 a 1861.

No ano de 1855, aos seus 57 anos de idade, foi premiado com a Grande Medalha de Honra e comenda da Legião de Honra. Passados dois anos, em 1857, foi escolhido membro da Academia de Belas-Artes.

Contudo, o ano de 1959 foi a última vez que participou do Salão oficial. Isso devido as críticas injustas recebidas por sua obra, que o levaram ao desgosto e, consequentemente, a tomar essa decisão.

Delacroix e as Artes Plásticas

As pinturas de Delacroix são marcadas por grande expressão simbólica, sentimentalismo, simbolismo e refinamento. Nas suas abordagens estão as temáticas exóticas, religiosas, cotidianas, epopeias, políticas e históricas.

As pinturas eram delineadas pela técnica de chiaroscuro, empregue com singelos golpes de pincel, fortes contrastes de sombra e luz, além do uso de cores vivas e efeitos vibrantes.

Ademais, na viagem a África, o artista desenvolveu a técnica da luminosidade.

Principais obras de Delacroix

1 A barca de Dante (1822)

A barca de Dante (1822)

2 O massacre de Chios (1824)

O massacre de Chios (1824)

3 A Morte de Sardanápalo (1827)

A Morte de Sardanápalo (1827)

4 A Liberdade guiando o povo (1830)

A Liberdade guiando o povo (1830)

5 Mulheres de Argel (1834)

Mulheres de Argel (1834)

6 A Batalha de Taillebourgh (1837)

A Batalha de Taillebourgh (1837)

7 A tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840)

A tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840)

 

8 O jinete árabe (1854)

O jinete árabe (1854)

9 A casa de León (1861)

A casa de León (1861)

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