Esses distúrbios podem acontecer depois de infecções como as diarreias causadas pela bactéria Campylobacter. A síndrome de Guillain-Barré começa a se manifestar com episódios de fraqueza e ausência dos reflexos.
A síndrome de Guillain-Barré costuma ocorrer em pessoas jovens, entre 20 e 40 anos, mas é uma condição pouco frequente, considerada rara, com ocorrência anual de 1 a 4 casos a cada 100 mil habitantes.
Causas da síndrome de Guillain-Barré
A causa mais comum da síndrome de Guillain-Barré é a infecção pela bactéria Campylobacter, causadora das crises de diarreias comuns.
No entanto, outras infecções também estão associadas a ocorrência da síndrome de Guillain-Barré como a Zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, sarampo, influenza A, hepatites A, B e C, vírus HIV, etc.
Sintomas da síndrome de Guillain-Barré
Os principais sintomas da síndrome de Guillain-Barré são:
- Sensação de dormência;
- Queimação nas extremidades dos membros inferiores e, posteriormente, nos membros superiores;
- Dores na lombar, coluna e de cabeça sem motivo aparente;
- Dores nas pernas;
- Fraqueza progressiva;
- Em casos mais graves, paralisia total.
Também podem ocorrer sintomas como sonolência, confusão mental, crise epiléptica, coma, visão duplicada, tremores, fraqueza fácil onde a pessoa não consegue manter a boca fechada, por exemplo.
Tratamento da síndrome de Guillain-Barré
A síndrome de Guillain-Barré pode ser tratada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento envolve diagnósticos clínicos, medicamentos e reabilitação para recuperar movimentos perdidos.
O tratamento é voltado para a diminuição das complicações e controle dos sintomas da fase aguda da doença, reduzindo assim os danos neurológicos a longo prazo.
Também podem ser feitos tratamentos medicamentosos a base de imunoglobulina intravenosa e de transfusão de plasma sanguíneo, a chamada plasmaférese.
Fora da fase aguda da doença, não existe indicação de tratamento para manutenção.
A síndrome de Guillain-Barré tem cura?
A síndrome de Guillain-Barré não possui cura, mas pode ser controlada e a pessoa recuperada pode viver com boa qualidade de vida.
Alguns sintomas de fraqueza podem persistir por anos, mesmo após o fim do tratamento que pode ser bem longo.
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