Como o diário de Anne Frank foi encontrado?

Confira como o diário de Anne Frank foi encontrado!

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Anneliese Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, foi uma adolescente judia alemã que viveu na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Anne ficou conhecida mundialmente após a publicação de seu livro, O diário de Anne Frank, no qual ela narra os anos em que ela e sua família viveram em um esconderijo na capital holandesa, Amsterdã.

Diversos povos sofreram com o nazismo durante o Holocausto. Os judeus foram os que mais sentiram os impactos da guerra.

História de Anne Frank

Em 1933, o Partido Nazista ascende ao poder. Comandado por Hitler, o partido tinha um programa que denunciava, além de estrangeiros e marxistas, os judeus.

Durante a década de 1930, eles foram duramente penalizados por meio da xenofobia e de legislações que os impediam de ocupar cargos públicos.

Esse período foi marcado pela precarização do modo de vida dos judeus, que habitavam nos guetos, locais criados para abrigá-los, além de os fazer trabalhar de maneira forçada.

Os judeus eram considerados como um povo inferior, responsáveis por todos os males da sociedade, inclusive pela derrota alemã na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Por isso, eles foram duramente perseguidos e mortos durante a Segunda Guerra.

Era nesse contexto que a família de Anne Frank se encontrava. Composta por quatro pessoas, sua irmã mais velha, Margot Frank, e seus pais, Edith Frank e Otto Frank, todos viviam escondidos do exército nazista.

Antes de irem para o esconderijo, o pai de Anne Frank a presenteou com um diário em seu aniversário de 13 anos. Seus primeiros escritos dataram no dia 14 de junho 1942.

Diante de tantas perseguições aos judeus e da exigência do regime nazista em levar Margot para um campo de trabalho, sua família viu que era o momento de se esconder. Com isso, em julho de 1942, eles se refugiaram em um esconderijo montado acima do armazém de Otto Frank.

Além da família de Anne, um casal com o filho e um senhor também foram abrigados no local.

Em agosto de 1944, o anexo (nome do esconderijo) foi descoberto e todos foram encaminhados para Westerbork, o maior campo de concentração da Holanda.

Tempos depois, cada um foi direcionado para um campo de concentração da Europa. Em janeiro de 1945, a mãe de Anne Frank falece e, em março do mesmo ano, as duas irmãs morrem de tifo. O pai de Anne Frank foi o único que sobreviveu ao Holocausto.

O diário de Anne Frank

Existem algumas versões quanto ao resgate do diário. Uma delas afirma que o diário de Anne Frank foi encontrado por Miep, uma amiga da família que anos depois o entregou ao pai de Anne, responsável por publicar a obra.

Uma segunda versão afirma que a própria Anne Frank escutou no rádio que diários e anotações seriam publicadas após a guerra. Sendo assim, a jovem reescreveu o diário modificando os nomes verdadeiros.

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