Gestapo

A Gestapo foi uma polícia secreta da Alemanha que teve uma importante função durante a Segunda Guerra Mundial.


Gestapo vem da expressão alemã Geheim Staatspolizei, que traduzida, significa “polícia secreta do Estado”. Sendo assim, a Gestapo foi a polícia secreta da Alemanha nazista, responsável por perseguir e matar os opositores do nazismo.

Comandada por um dos maiores líderes do Partido Nazista durante a década de 1930, a Gestapo perseguiu judeus, social-democratas, comunistas, ciganos, homossexuais, negros.

Apoiada em grupos de espionagem espalhados por todo o país, a Gestapo tinha sua sede em Berlim, mas agia em todo o território alemão.

Criação da Gestapo

A criação oficial da Gestapo ocorreu no dia 26 de abril de 1933, quando houve a promulgação da Lei da Gestapo, durante a ascensão do nazismo na Alemanha. A partir de então, tal instituição passou a ser oficialmente coordenada por Hermann Göring, um dos líderes do Partido Nazista, e Rudolf Diels.

A polícia secreta era uma prática comum em vários países europeus desde o século 20. Por isso, a criação da Gestapo foi resultado de um hábito já constante na Europa.

A ascensão de Göring ao comando da polícia secreta representou o início da perseguição aos comunistas. Ele acumulava dois cargos, além de chefe da polícia, Göring era Ministro do Interior.

No Ministério, ele se aproximou de Rudolf Diels, chefe da polícia secreta prussiana. O contato dos dois desencadeou no surgimento da Gestapo.

Além de Diels e Göring, a formação da Gestapo contou com a participação de Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich, conhecidos como os “arquitetos do Holocausto“.

O incêndio do Parlamento Alemão, em fevereiro de 1933, causado por um comunista holandês que tinha o objetivo de manifestar sua insatisfação com o nazismo, serviu como pretexto para que os nazistas atacassem a democracia.

No dia após ao atentado, o governo do país anunciou o Decreto do Incêndio do Reichstag, que determinava que o Schutzhaft, um mecanismo que estabelecia que qualquer indivíduo considerado “inimigo do povo” poderia ser preso sem nenhuma acusação.

Sendo assim, tal decreto acabou com várias garantias constitucionais que geriam a Alemanha e o Schutzhaft foi usado pela Gestapo com frequência.

Desenvolvimento da Gestapo

A Gestapo se desenvolveu rapidamente. Em 1934, o comando passou a ser exercido por Heinrich Himmler e Rinhard Heydrich.

A partir de então, a Gestapo conseguiu controlar as tropas de assalto, conhecidas como Sturmabteilung (SA) e, em junho de 1936, tornou-se uma instituição federal.

Sendo assim, a Gestapo passou a assumir a função de “polícia de segurança”, combatendo os inimigos políticos. Além disso, ela atuava junto com a polícia responsável pelo combate aos indivíduos que poderiam corromper com a “moral e física” dos alemães, a Kriminalpolizei.

Em 1939, o Estado alemão decidiu unificar a Gestapo a outras polícias, além da Kriminalpolizei (Kripo):

  • Polícia da ordem: Ordnungspolizei (Orpo)
  • Agência de inteligência: Sicherheitsdienst (SD)

A Gestapo passa a ser comandada pelo Escritório Central de Segurança do Reich que tinha seu poder estendido em todo o território alemão.

O desenvolvimento da Gestapo durante a década de 1930 foi considerável. Em 1939, ela contava com cerca de 15 mil funcionários e, em 1944, com aproximadamente 32 mil.

Ela era formada por seis departamentos:

  1. O primeiro monitorava os comunistas, liberais, marxistas e reacionários;
  2. O segundo monitorava os judeus, católicos, maçons e protestantes;
  3. O terceiro expedia ordens de prisão preventiva;
  4. O quarto vigiava os territórios invadidos pelos nazistas;
  5. O quinto era responsável pela espionagem na Alemanha;
  6. O sexto policiava as fronteiras e os estrangeiros.

Ações da Gestapo

Vejamos algumas das ações da Gestapo:

  • Investigação de organizações consideradas “suspeitas”;
  • Prisões preventivas;
  • Missões de vigilância;
  • Interrogatórios;
  • Uso da tortura;
  • Execução de prisioneiros.

A Gestapo cumpriu uma importante função durante o Holocausto ao monitorar os judeus e encaminhá-los aos campos de concentração.

Fim da Gestapo

O fim da Gestapo ocorreu quando a Alemanha saiu derrotada da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). À medida que a performance alemã foi declinando no conflito, a quantidade de funcionários da Gestapo foi baixando.

Vislumbrando o fim da guerra, diversos membros destruíram toda a documentação da Gestapo, visando eliminar todas as ações da instituição durante seus 12 anos de existência.

Além disso, grande parte dos funcionários fugiram da Alemanha. O último chefe da Gestapo, por exemplo, Heinrich Müller, nunca foi encontrado.

Heinrich Himmler, um dos criadores da Gestapo, tentou fugir da Alemanha, mas sem sucesso, pois foi capturado pelo exército dos países Aliados.

Hermann Göring foi julgado no Tribunal de Nuremberg e condenado à forca. Contudo, antes do cumprimento de sua pena, ele se matou.

Em 1945, a Gestapo foi considerada uma organização criminosa e seus funcionários foram presos e perseguidos após a Segunda Guerra. Além disso, as pessoas que faziam denúncias à Gestapo também foram julgadas.

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