Conheça os personagens e lendas mais importantes do folclore brasileiro

As lendas folclóricas são transmitidas de geração em geração por meio da tradição oral e constituem um importante elemento da cultura brasileira.

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O Brasil é dono de uma riqueza cultural vasta, graças à miscigenação dos mais variados povos e culturas. Como em um grande caldeirão, ingredientes das tradições indígenas, africanas e européia se juntaram e formaram o que hoje conhecemos como nosso aporte cultural. Um dos elementos marcantes dessa mistura são as lendas folclóricas.

Este conjunto mitológico envolvendo seres e estórias fantásticos foram transmitidos de geração em geração por meio da oralidade. Ao longo dos séculos, tais lendas foram encantando e, também, assustando quem as escutava mas, acima de tudo, representavam as características dos povos que as criaram.

Os principais personagens do folclore brasileiro são: iara, saci pererê, mula sem cabeça, negrinho do pastoreiro, cuca, boitatá, curupira, lobisomem, boto, vitória régia, caipora, cobra grande, comadre fulozinha, corpo seco e erva-mate.

Confira, com a gente, as principais lendas e personagens do folclore brasileiro.

1 IARA

IARA

A lenda da Iara ou, ainda, da Mãe d’Água tem origem no povo tupi. Iara, que significa “Senhora das Águas”, era uma bela índia que despertava a inveja de muita gente, incluindo seus irmãos. Para resolver o problema, eles o atraem para a floresta e resolvem matar a própria irmã.

No fim, Iara mata os irmãos e, como forma de punição, foi lançada no encontro entre os Rios Negro e Solimões. Desde então, tornou-se uma sereia de beleza inigualável que atrai os pescadores que navegam pelas águas através de seu canto, com o objetivo de matá-los.

É descrita como uma sereia de cabelos negros e compridos, dona de uma voz hipnotizante. Seu som agradável é o que atrai os homens desavisados.

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2 SACI PERERÊ

SACI PERERÊ

Este é um dos personagens mais conhecidos do nosso folclore mas, você sabe de onde ele veio? A lenda tem origem tupi-guarani e representa o saci como um menino negro e travesso de uma perna só.

Fumando um cachimbo e usando uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, surge como um redemoinho e adora assustar os outros.

Uma curiosidade é que o saci pererê não é o único. As lendas trazem mais dois sacis, o saçurá e o trique. Entre suas travessuras, estão fazer a comida queimar, trançar o rabo dos cavalos e esconder objetos. Nascem de dentro dos bambus, onde vivem por sete anos. Para evitar que eles fujam, é preciso prendê-lo dentro de uma garrafa de vidro.

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3 MULA SEM CABEÇA

MULA SEM CABEÇA

Essa já deve ter metido medo em muita gente! Reza a lenda que uma mulher que namora um padre acaba virando mula sem cabeça.

A figura sai por aí soltando fogo pelo pescoço, assustando animais e pessoas. Dizem que a mulher se transforma nas noites de quinta-feira e sai correndo pelas matas.

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4 NEGRINHO DO PASTOREIO

NEGRINHO DO PASTOREIO

A lenda surgiu no Sul do Brasil e tem origens afro-cristãs. Diz-se que um menino escravo tinha um patrão muito maldoso que gostava de torturar seus empregados.

Em um dia fatídico, quando foi pastorear os cavalos, o menino acabou perdendo um deles. Obviamente, foi castigado de forma cruel por seu padrão e jogado sobre um formigueiro.

Como em um passe de mágica, o menino reaparece, ao lado da Virgem Maria, montado no tal cavalo baio perdido, sem nenhuma marca. Sua figura, ao contrário de muitos personagens, não é ligada à maldade. Pelo contrário, pessoas que perdem objetos importantes acendem uma vela e pedem a ajuda do Negrinho do Pastoreio para encontrá-los.

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5 CUCA

CUCA

Ela faz parte de canção de ninar e já apareceu até em programa de televisão. A Cuca tem origem portuguesa e, muitas vezes, é associada ao “bicho papão”. Na verdade, ela foi inventada para assustar crianças desobedientes que, sendo teimosas, são levadas pela Cuca, uma velha feita, malvada com cara de jacaré.

Sabe por que ela está na canção de ninar? Porque raramente dorme e, por isso, vem pegar as crianças que não querem dormir. Maldade, hein?

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6 BOITATÁ

BOITATÁ

Mais uma de origem tupi-guarani mas, que recebe diferentes nomes de acordo com a região. Por isso, você pode conhecer essa lenda como Baitatá, Biatatá, Bitatá e Batatão. Seu nome significa “cobra de fogo” na língua daquele povo indígena e uma serpente de fogo dá corpo a este personagem. A figura protege as matas e animais.

Escritos do Padre José de Anchieta, no século XVI, deram origem à lenda mas, a narrativa sofreu modificações ao longo do tempo e conforme a região. Dizem que a pessoa que olha, diretamente, nos olhos do Boitatá fica cega.

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7 CURUPIRA

CURUPIRA

Aí, outro garotinho travesso que adora pregar peças nas pessoas. Em tupi-guarani, curupira significa “corpo de menino” e dá nome ao personagem de pés virados para trás e cabelos vermelhos. Mas, saiba que ele não prega peça em qualquer um não!

O curupira é protetor da fauna e da flora. Por isso, engana os destruidores da natureza ao assobiar e deixar pegadas com seus pés ao contrário. Malandrinho, hein? Para não ser alvo do curupira, a pessoa pode oferecer cachaça ou tabaco.

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8 LOBISOMEM

LOBISOMEM

Mesmo que tenha origem europeia, acabou sendo incorporada ao nosso folclore. Suas várias versões dão diferentes origens ao violento ser de formas humanas e lobo que aparece em encruzilhadas nas noites de lua cheia. Antes de voltar a ser humano com o amanhecer, o lobisomem sai em busca de alimento ou, sangue.
Algumas versões dão conta de que o lobisomem aparece como o oitavo filho após o nascimento de sete mulheres. Ou, ainda, que crianças não batizadas podem virar lobisomem. Vai saber, não é?

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9 BOTO

BOTO

A lenda do boto cor de rosa ou, também, Uauiará, surgiu na amazônia. A estória conta que, nas noites de festa junina, o boto sai das profundezas dos rios sob a forma de um belo homem, atraindo mulheres.

Seu objetivo é levá-las para o fundo do rio e acasalar. Diante disso, costuma-se dizer que o boto é o pai de crianças cuja paternidade é desconhecida.

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10 VITÓRIA RÉGIA

VITÓRIA RÉGIA

De origem amazônica, a lenda explica a origem da planta de mesmo nome. Dizem que uma índia, Naiá, era apaixonada por Jaci, o deus-lua que costumava namorar as moças bonitas da aldeia.

Elas eram, então, levadas pelo deus e se transformavam em estrelas. Mesmo diante dos alertas dos índios, Naiá seguia sonhando em namorar com Jaci.

Como esse dia nunca chegava, um belo dia, sentou-se à beira do rio e viu a lua refletida em suas águas.

Achando que, ali, estava Jaci, Naiá se inclina para beijá-lo e cai na água, morrendo afogada. Jaci, então, se comove com o acontecido e a transformou em uma planta aquática que sempre se abre à luz da lua.

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11 CAIPORA

CAIPORA

Outra figura de nosso folclore determinada a proteger as florestas e os animais. Sua figura pode ser representada por homem ou mulher, conforme a região.

De origem tupi-guarani, a “habitante do mato” solta uivos altos e fortes quando sente que caçadores entram na floresta. A lenda diz que sua força é, ainda maior, nos finais de semana e dias santos.

Dizem que é prima do Curupira e tem pele escura coberta de pelos vermelhos, além da andar montada em um porco do mato.

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12 COBRA GRANDE

COBRA GRANDE

Também chamada de “lenda da cobra grande da Amazônia”, é popular na região Norte do país. Conhecida como Cobra Honorato, Norato ou Boiuna, a cobra gigantesca tem olhos luminosos e habita nas profundezas dos rios. Dizem que ela foi a criadora de parte dos rios ao deixar sulcos gigantescos na terra onde passava.

O animal é tão grande que é capaz de afundar embarcações. Alguns dizem que o personagem consegue provocar ilusões e se transformar em uma mulher.

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13 COMADRE FULOZINHA

COMADRE FULOZINHA

Cabocla representada como uma fada pequena que vive, principalmente, na Zona da Mata nordestina. Vaidosa e maliciosa, tem os cabelos compridos e enfeitados com flores coloridas.

Seu objetivo é proteger a fauna e flora. Por isso, aplica sustos e travessuras em quem tenta desmatar a floresta, na companhia de suas irmãs.

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14 CORPO SECO

CORPO SECO

Assombração que assusta as pessoas nas estradas. Quando vivo, era um homem muito malvado que só fazia coisas ruins, prejudicando e maltratando, até mesmo, a sua mãe.

Era tão mal que, quando morreu, foi rejeitado pela terra e, assim, passou a viver como uma alma penada.

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15 Erva-mate

Erva-mate

No sul do Brasil a erva-mate que faz o chimarrão é tão importante que há uma história mitológica que explica sua criação. Segundo a lenda, a erva é um presente de Tupã, capaz de restaurar a força e a vitalidade e a índia envolvida na lenda tornou-se uma deusa patrona da bebida cafeinada.

O consumo do chá atravessou culturas e gerações, sendo hoje um dos traços mais marcantes dos povos do sul da América do Sul.

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  1. pipo Diz

    da erva mate nao ta e o quero quero tmb nao ta

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