Baco, o deus do vinho, das festas e da folia na Mitologia Romana

Baco, o deus do vinho na mitologia romana, equivale a Dionísio, deus da mitologia grega. Símbolo da festividade e criador do vinho, também é amante da paz.

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Assim como a mitologia grega, a mitologia romana apresenta o culto a deuses considerados imortais e os quais dependia a vida dos mortais. Há muita semelhança entre a Grécia e o Império Romano, inclusive na equivalência de deuses.

Baco é um dos deuses da mitologia romana. Considerado o deus do vinho, do lazer, das festas, da folia e do prazer, ele também é conhecido como Dionísio na mitologia greco-romana

Quem é Baco?

Baco, uma figura boêmia e festiva, tido como deus do vinho, é a representação do hedonismo. O hedonismo que nada mais é do que uma teoria ou doutrina filosófico-moral que determina o prazer como o máximo bem do ser humano.

Baco, filho do deus Júpiter, o deus do dia, com a mortal Sêmele, é uma versão da Roma Antiga para Dionísio. E apesar de simbolizar a embriaguez e a folia, era um promotor da civilização e amante da paz.

Segundo a mitologia romana, assim que chegou a idade adulta Baco descobriu como extrair o suco da uva e produzir o vinho.

A deusa Juno, Hera no panteão grego, fica com o sentimento de inveja de Baco e o transformou em um louco, vagante pelo mundo. No entanto, ao passar perto de Frigia ele é curado da loucura e educado pela deusa Cibele, nos princípios dos rituais religiosos. Depois, ele perpassa a Ásia divulgando os conhecimentos da cultura da vinha.

Baco e a descoberta do vinho

Baco e a descoberta do vinho
Baco, o deus do vinho

Alguns atribuem a Sileno os ensinamentos concebidos sobre vinho ao deus Baco. Porém, o poeta romano Nono de Panópolis, em Dionisíaca, relata o instante da descoberta do vinho dessa forma:

Quando Baco viu o suco abundante das uvas selvagens esmagadas, lembrou da profecia do oráculo que sua mãe adotiva Rheia tinha lhe falado há muito tempo. Ele então, escavou um buraco grande na pedra, e com uma outra pressionou os cachos de uvas. Foi a primeira prensa de vinho.

Portanto, o processo de esmagar as uvas para elas serem transformadas em vinho se assemelha a quando o deus é esmagado pelos titãs.

Na poesia não é mencionado de qual modo a fermentação ocorreu, mas a lenda suscita que ao reservar o líquido, ele fermentou e assim teve origem o vinho.

A pedra de Baco

Pedra de Baco
Pedra ametista, a pedra de Baco

Aos enófilos, crentes em mitos, a pedra ametista pode ser considerada um importante amuleto.

Assim, em uma das lendas, uma bela ninfa estava sendo galanteada pelo deus Baco. No entanto, para impedir que fosse assediada, transformou-se em um cristal.

Inclusive, a nomenclatura da pedra seria o resultado da união entre o prefixo a, com o intuito de anular, e o termo methuskein, cujo significado é intoxicar. Desse modo, se tornando a pedra ametista ela impedia com que o seu portador ficasse embriagado.

Além disso, o mito destaca que Baco mergulhou a pedra no vinho e por isso a sua cor. Outra versão atribui a pedra o sabor da água, passando a ela as propriedades de vinho.

Curiosidades sobre Baco

  • Baco é um dos protagonistas na obra literária Os lusíadas, de Luís de Camões. Na narrativa, o deus procura impedir que os portugueses cheguem às Índias.
  • O termo bacanal é concebido em inspiração aos seguidores de Baco e as festas realizadas em nome do deus.

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