Geografia do Rio Grande do Norte

Décimo estado mais populoso do Brasil, com um total de 3,479 milhões de habitantes, o Rio Grande do Norte também detém o índice de melhor expectativa de vida das regiões Norte e Nordeste

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Localizado à nordeste da região Nordeste, o estado do Rio Grande do Norte faz parte das 27 unidades federativas do Brasil. 

Apesar de ser o quinto menor estado do país, possui 167 municípios que fazem fronteira com os estados do Ceará a oeste e Paraíba a sul, além do oceano Atlântico a norte e leste.

Sua área é de 52 811,047 km², o que representa 3,42% do território do Nordeste e 0,62% do Brasil.

Características geográficas

O Rio Grande do Norte, em razão da sua localização geográfica, é referenciado como a “esquina do norte”, sendo o estado brasileiro mais próximo dos continentes europeu e africano. 

Sua capital Natal é considerada a segunda capital brasileira com menor área territorial, cerca de 167 km². No entanto, é a sexta maior do Brasil em densidade populacional, 4 808,20 (hab./km²), segundo dados do IBGE de 2010.

O território potiguar (gentílico usado para quem nasce no estado) também abriga a reserva biológica marinha Atol das Rocas, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO  localizada no meio do Oceano Atlântico.

Com base no Meridiano de Greenwich, o fuso horário do estado é o -3. 

Segundo a nova divisão do IBGE, em vigor desde o ano de 2017, o Rio Grande do Norte e seus municípios estão agrupados em onze regiões geográficas imediatas, das quais estão inseridas três regiões intermediárias, sendo:

  • Natal: é composta pelas regiões imediatas de João Câmara, Canguaretama, Natal, Santo Antônio-Passa e Fica-Nova Cruz, Santa Cruz e São Paulo de Potengi;
  • Mossoró: é formada pelas regiões de Mossoró, Pau dos Ferros e Assu;
  • Caicó: constituída pelas imediatas Caicó e Currais Novos;

Relevo e tipos de solo

O relevo do Rio Grande do Norte é constituído em grande parte por planícies, região litorânea, e planaltos e depressões, nas áreas interioranas.

Assim, cerca de 60% do seu território aponta altitudes abaixo de 200m e 83% inferior a 300m.

Na região litorânea encontram-se as planícies costeiras, com a presença de dunas e de praias entre o mar e os chamadas tabuleiros costeiros. 

Constituído de argila, a unidade geoambiental apresenta relevo que varia entre as falésias e vales estreitos. Geralmente, o solo dessa região é pobre e não possui grande capacidade para armazenar água.

Em relação às planícies fluviais, as mesmas estão situadas às margens dos rios e apresentam terrenos planos e baixos. 

Situada após os tabuleiros costeiros, a Chapada da Serra Verde é caracterizada por terras planas com leve elevação. Posteriormente, tem-se o Planalto da Borborema, estendendo-se para outros estados como Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Destaca-se  também como relevo do Rio Grande do Norte:

  • Chapada de Apodi: presente na região centro-oeste do estado, tem como característica principal os terrenos de maior altitude próximos aos rios Açu, Apodi Mossoró e Piranhas;
  • Serra do Coqueiro: situada ao extremo norte do estado, é considerado o ponto mais alto do estado, com uma altitude de 868 acima do nível do mar;
  • Depressão Sertaneja-São Francisco: localizada depois do Planalto da Borborema, é formada principalmente por terrenos baixos;
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Exemplo de tabuleiros costeiros presente na região da litorânea do estado.

Em se tratando do solo, a superfície do território potiguar varia para cada região. Nos espaços litorâneos, os latossolos do tipo vermelho amarelo, pobres em matéria orgânica, ácidos e bem drenados predominam. 

Há também a presença dos neossolos, formados por regossolos, solos aluviais, litólicos, areias quartzosas e não hidromórficos, sobretudo às margens dos rios.

Na parte centro-sul, o destaque é o luvissolo, solo de baixa profundidade, acidez moderada, rico em nutrientes e ondulado.

Outros tipos de solos comuns na região são: argissolos (baixo teor de matéria orgânica e bastante drenados), os chernossolos (presença de teor alcalino e drenagem imperfeita e moderada, cambissolos (constituídos por rochas, apresentam profundidade variável e eutrófica). 

Clima

Por estar próximo à Linha do Equador, e na chamada região do Polígono das Secas, o clima predominante do estado do Rio Grande do Norte é o semi-árido quente, com os termômetros apontando para altas temperaturas o ano todo. 

No interior, os índices pluviométricos podem chegar a menos de 700 mm/ano; com exceção para o Alto Oeste, região serrana onde a pluviosidade é maior.

Entretanto, na região litorânea, há a presença do clima tropical com incidência de chuvas e índices pluviométricos superiores a 1.000 mm/ano.

No geral, o clima do estado pode ser classificado em:

  • Semiárido: presente majoritariamente nas áreas do interior, representa 57% do clima do estado;
  • Semiárido Rigoroso: configura 18% do clima e concentra-se na parte central e litorânea setentrional;
  • Sub úmido Seco: abrange o agreste e parte oeste do estado, num total de 20% do território;
  • Úmido: acontece na parte do litoral oriental, em meio aos 5% do estado. 

Hidrografia

No aspecto hidrográfico, o Rio Grande do Norte apresenta em sua formação os rios perenes (aqueles que sempre possuem água fluindo e não secam durante a seca) e temporários, lagoas, barragens e açudes. 

Contabilizando, há 16 bacias hidrográficas percorrendo o estado, sendo:

  • Apodi/Mossoró
  • Boqueirão
  • Catu
  • Ceará-Mirim
  • Curimataú
  • Doce
  • Guaju
  • Jacu
  • Leste de escoamentos difusos
  • Maxaranguape
  • Piranhas/Açu
  • Potengi
  • Pirangi
  • Punaú
  • Trairi
  • Faixas litorâneas norte

Dentre os maiores rios, o destaque vai para o Rio Piranhas/Açu e o Apodi/Mossoró. Ambos deságuam no Oceano Atlântico e tem suas nascentes nas Serras da Queimada e de Piancó (PB). Juntos, representam 90% de toda reserva hídrica do estado. 

Os rios Curimataú, Jundiaí, Jacu, Potengi, Seridó e Trairi, juntamente com as reservas subterrâneas do litoral, também são importantes fontes hidrográficas para a região.

Situado no município de Açu, o principal reservatório do Rio Grande do Norte é a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.

É importante mencionar a importância e o papel das chamadas “adutoras” (canais formados por tubos encarregados do transporte de água potável) no processo de abastecimento e combate à seca dos municípios mais afastados. 

Em se tratando das adutores, as mais conhecidas do Rio Grande do Norte são: Trairi, Serra de Santana, Mossoró, Sertão Central-Cabugi e Médio Oeste. 

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Rio Piranhas-Açu, RN.

Vegetação

Ao longo do seu território, o Rio Grande do Norte apresenta vegetações variadas, como a Caatinga (na maior parte do estado), florestas ciliares e de serra, Cerrado, manguezais, Mata Atlântica, além das vegetações encontradas em dunas e praias.

Na região do Seridó, a Caatinga domina. As espécies do lugar chegam a ter aspectos sub desérticos. Em seguida, o Cerrado marca presença junto ao aos tabuleiros costeiros próximos ao litoral.

Podemos citar como espécies típicas da flora potiguar:

  • Aroeira         
  • Amescla
  • Carnaúba
  • Cajueiro
  • Gameleira
  • Jatobá
  • Mulungu
  • Marmeleiro
  • Maçaranduba
  • Pau-ferro
  • Pau-brasil
  • Sapucaia
  • Peroba
  • Orquídeas
  • Sucupira
  • Pereiro
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Caatinga: bioma predominante no estado do Rio Grande do Norte.

Entre os recursos naturais do Rio Grande do Norte, o destaque está na extração dos recursos minerais como o calcário, mármore, berílio, gipsita e tungstênio.

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