Doenças que marcaram a história da humanidade – Pandemias históricas

Saiba um pouco mais sobre a história de algumas das doenças que marcaram a humanidade.

A história da humanidade se caracteriza pela existência de doenças que marcaram as sociedades em diferentes épocas, deixando profundas marcas, principalmente no que diz respeito à quantidade de mortos.

As propagações de inúmeras doenças foram vistas como as principais incentivadoras do desenvolvimento científico que ocorreu em razão da busca pela cura de tais enfermidades.

Além disso, estas doenças impulsionaram grandes transformações na sociedade, como o despertar para as desigualdades sociais.

Podemos citar como exemplo doenças como o sarampo, febre amarela, varíola, peste bubônica, aids, gripe espanhola, cólera e covid-19.

A seguir, falaremos um pouco sobre as histórias das doenças que marcaram a história da humanidade.

Peste Bubônica

A peste bubônica, também conhecida como peste negra, é uma doença causada pela bactéria Yersinia pestis, encontrada em ratos e transmitida aos seres humanos via picadas de pulgas que se alojam nos animais infectados.

Depois de contraída, essa doença poderia ser transmitida por meio das secreções expelidas pelos indivíduos.

A peste bubônica acometeu principalmente o continente europeu, parte do continente africano e asiático, durante o final da Idade Média.

A vida da população medieval se tornou muito difícil devido ao clima marcado por intensas chuvas, o que os deixava vulneráveis a qualquer tipo de doença em razão da ausência de alimentos, saneamento básico e higiene.

Assim, em 1348, vinda do Oriente Médio, a peste bubônica acometeu grande parte da população europeia que se deparou com a morte de aproximadamente 30% dos habitantes.

Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas tenham morrido em decorrência da peste bubônica entre os anos de 1348 e 1353.

Além disso, indícios apontam que a Europa vivenciou outros surtos da doença nos séculos seguintes.

Cólera

A cólera é uma doença causada pela bactéria Vibrio cholerae que pode ser transmitida via ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes, ou pelo manuseio de pessoas infectadas.

Há indícios que apontam que a cólera já existia desde a Antiguidade, mas o primeiro registro de surto global desta doença ocorreu em 1817.

Alguns historiadores acreditam que essa tenha sido a primeira pandemia da história, por ter alcançado todos os continentes.

A cólera não é uma doença erradicada, isto é, o vírus que a transmite ainda se faz presente na sociedade, provocando náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia nas pessoas que se infectam.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cólera mata aproximadamente entre 100 e 120 mil pessoas todos os anos.

Gripe espanhola

A gripe espanhola se originou de uma mutação do vírus influenza, manifestada em 1918, mas que causou grandes estragos até 1919.

Esta doença tinha sintomas muito parecidos com os de uma gripe comum, como febre, dores de cabeça, coriza e tosse. Quando se manifestava de modo mais grave, suas complicações se assemelhavam às da pneumonia.

Sua disseminação ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), nos campos de batalha. Por isso, as primeiras pessoas infectadas foram os combatentes de guerra e os profissionais da saúde que atendiam nesses locais.

A propagação da gripe espanhola ocorreu em três ondas, sendo a segunda a mais transmissível de todas, possuindo a maior taxa de mortalidade.

Ela possui esse nome em razão da repercussão da doença ter sido realizada pelos jornais da Espanha, país que não participou da guerra e, por isso, noticiava a doença.

O Brasil também foi acometido pela gripe espanhola que chegou ao país em 1918, durante a segunda onda. Os estados mais afetados foram o Rio de Janeiro e São Paulo.

O então presidente brasileiro eleito, Rodrigues Alves, foi uma das 35 mil vítimas da doença no Brasil. Ao todo, estima-se que tenham morrido entre 50 e 100 milhões de pessoas ao redor do mundo.

AIDS

No início da década de 1980, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos passou a registrar um elevado número de casos de doenças raras acometidas em homens saudáveis que rapidamente começaram a desenvolver câncer e pneumonia.

Estudos apontaram que esses pacientes estavam com o sistema imunológico extremamente enfraquecido, por isso, a ocorrência das doenças.

Em 1982, pesquisas científicas nomearam tal enfermidade como Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) ou Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, em português.

Rapidamente conseguiram identificar que o causador da doença era o vírus da imunodeficiência humana, human immunodeficiency virus (HIV).

Até 2018, cerca de 75 milhões de pessoas estavam infectadas com esta doença que fez aproximadamente 32 milhões de vítimas ao redor do mundo.

A aids é transmitida através dos fluidos corporais, tais como sêmen e sangue. Nesse sentido, seu contágio ocorre por meio das relações sexuais, compartilhamento de seringas, mães grávidas que podem transmitir a doença para o feto e pela transfusão de sangue.

Covid-19

A covid-19 é um novo coronavírus originado de uma grande família de vírus que atinge principalmente animais. É bastante raro um coronavírus infectar um ser humano.

No entanto, em dezembro de 2019, houve a transmissão do novo coronavírus chamado SARS-CoV-2 (Covid-19), identificado na cidade de Wuhan, na China.

Suas infecções podem variar de quadros graves a assintomáticos (poucos sintomas). Segundo a OMS, cerca de 80% dos casos de covid são assintomáticos e 20% desenvolvem os quadros mais graves com dificuldades respiratórias. Desses, 5% podem precisar de suporte ventilatório.

Por ser um vírus com alto poder de contágio, espalhou-se rapidamente por todo o mundo, sendo considerado uma pandemia.

A transmissão ocorre por meio do contato com alguém que contenha o vírus ou através do toque de objetos infectados por gotículas expelidas pelo nariz, olhos e boca.

O nível de morte é de 2%, contudo, pessoas idosas ou com problemas respiratórios, diabetes e doenças com baixa imunidade podem desenvolver o grau mais grave da doença.

Até o final de 2020, mais de 50 milhões de pessoas haviam sido infectadas pelo novo coronavírus que até então havia feito aproximadamente 1 milhão e 300 mil vítimas ao redor do mundo. No Brasil, nesse mesmo período, a doença havia matado cerca de 165 mil pessoas.

Esta pode ser considerada uma das maiores pandemias ao longo da história da humanidade.

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